Rio Grande do Norte registra uma média de quatro assassinatos por dia em 2014

Apenas nos primeiros 15 dias do ano, Estado já tem 60 mortos nas diversas regiões potiguares

O envolvimento de jovens de 16 a 29 anos em homicídios também é preocupante. Foto: Divulgação
O envolvimento de jovens de 16 a 29 anos em homicídios também é preocupante. Foto: Divulgação

Nos primeiros 15 dias do ano o número de homicídios no Rio Grande do Norte já soma 60 registros pelo Instituto Técnico Científico da Polícia do estado. A média é de 4 homicídios por dia. De acordo com o Presidente do Conselho dos Direitos Humanos, Marcos Dionísio, “a vulnerabilidade da segurança e o alto índice na criminalidade” são os principais fatores para número considerado tão elevado pelo especialista.

“Na verdade são vários os fatores para a alta quantidade de homicídios no estado, e o primeiro deles é a crise na segurança pública. As quadrilhas e os criminosos não encontram dificuldades para executar suas ações dentro do Rio Grande do Norte, isso porque o Estado não tem priorizado o setor. Outro fator importante e que deve ser destacado é a facilidade com que circula armas e drogas pelas nossas fronteiras, é um absurdo”, disse.

O envolvimento de jovens de 16 a 29 anos em homicídios também é preocupante. De acordo com Marcos Dionísio, isso se dá pela facilidade de jovens terem acesso cada vez mais cedo a drogas e armas. “Hoje o jovem tem uma facilidade maior e cada vez mais cedo de acesso às drogas e armas, o que também é resultado da vulnerabilidade das nossas fronteiras”, finalizou.

A equipe do O Jornal de Hoje ouviu o Delegado Geral da Polícia Civil, Ricardo Sérgio, que justificou o alto índice de homicídios não só pela ausência de segurança, mas também por se tratar de uma crise em várias questões sociais. “São muitos os motivos que levam um cidadão a cometer um homicídio, mas as questões sociais como saúde, educação e melhores condições de vida são fatores que envolvem o jovem ou adulto na criminalidade e esse é um mundo muitas vezes sem saída”, afirmou.

A quantidade de mortos em 2014, de certa forma, mantém o desempenho assustador do Estado na questão da violência urbana registrado no ano passado. Nos doze meses da temporada 2013, o Itep potiguar contabilizou cerca de 1,6 mil execuções, o que mantém uma média próxima do ano novo.

 

Crimes

Na noite de ontem, o sindicalista João Alexandre Alves Neto, de 40 anos, foi morto a tiros, no centro de Parnamirim. A vítima chegava à sede do Sindicato dos Empregados do Comércio quando foi alvejado ainda dentro de seu carro. O comerciário morreu no local.

João Alexandre era presidente do Sindicato e foi surpreendido ao estacionar o veículo. De acordo com populares, os suspeitos se aproximaram da vítima em um carro tipo corolla na cor preta. Os criminosos dispararam contra o vidro do motorista, atingindo o comerciário. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ainda foi acionado, mas João não resistiu aos ferimentos.

Na madrugada de hoje uma mulher foi assassinada a tiros no loteamento Jardim Progresso, na zona Norte de Natal. O fato aconteceu por volta das 23h, na rua Portal das Fronteiras em um terreno baldio a localidade.

Moradores da rua informaram que a vítima teria chegado em um táxi de placas e modelo não identificados, juntamente com dois homens, em um determinado momento, sem nenhuma explicação, tiros foram efetuados em direção  à Nilsiane, quando ela já estava fora do veiculo.

A única informação da polícia sobre o crime é que os suspeitos são dois homens e que estariam à bordo de um carro, mas nem o modelo, nem as placas foram identificados. Após a execução, os suspeitos se evadiram do local. As investigações estão à cargo da 9ª Delegacia de Polícia.

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