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Roberto Furtado: “Um partido só pode crescer tendo candidaturas”

Data: 23 março 2013 - Hora: 13:00 - Por: Portal JH

Um dos fundadores do PMDB em 1966, o advogado Roberto Furtado, foi homenageado pelo partido na sessão especial realizada na Câmara Municipal de Natal por proposição do vereador Felipe Alves na última sexta-feira com a presença dos principais líderes do partido na atualidade, Henrique Eduardo e Garibaldi Filho. Após a solenidade, que contou também com a presença de outros fundadores, a exemplo do professor de comunicação da UFRN, Geraldo Queiroz, Roberto Furtado concedeu uma entrevista exclusiva a ´O JORNAL DE HOJE. Ele justificou a homenagem dizendo que o PMDB contribuiu muito com a consolidação da democracia brasileira e disse que o partido deveria ter candidatura própria ao Governo do Estado no próximo ano. “Acredito que um partido só pode crescer tendo candidaturas”, resumiu. Ex-deputado estadual, ex-vice-prefeito de Natal e ex-secretário de Estado, Roberto Furtado fala também sobre outros temas, inclusive o governo Rosalba. Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE  – O senhor considera merecidas as homenagens ao PMDB?
ROBERTO FURTADO – Considero sim, já que o PMDB tem dado grandes contribuições à Nação Brasileira. O partido apoiou iniciativas importantes na busca da consolidação da democracia e do desenvolvimento do País. O PMDB é uma força significativa no sentido de que alcancemos efetivamente o desenvolvimento.

JH – Como o senhor vê a nova geração de políticos do PMDB representada na Câmara Municipal de Natal pelo vereador Felipe Alves e na Assembleia Legislativa pelo deputado Walter Alves?
RF – Tanto na Câmara quanto na Assembleia os novos que nos estão substituindo têm demonstrado o desejo de colaborar com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e do País. São pessoas vocacionadas, até pela questão genética. Walter Alves é filho de Garibaldi Filho e Felipe Alves é filho de Paulo Roberto, irmão de Garibaldi Filho.

JH – O PMDB hoje é o mesmo do seu tempo de quase 50 anos atrás?
RF – No meu tempo, além de tentar colaborar o PMDB tinha uma luta pela democracia que hoje já não precisa mais porque o processo democrático encontra-se consolidado.

JH – Como o senhor avalia a aliança do PMDB com o DEM no Estado?
RF – Alianças partidárias são feitas no momento que se vive. Não é de estranhar que Maluf apóie o PT, por exemplo.

JH – Na sua avaliação, por que até agora o governo Rosalba Ciarlini não acertou?
RF – Todos os governos dependem muito dos seus auxiliares que podem desenvolver o trabalho quando têm autonomia. Não sei avaliar se o problema no atual governo é dos auxiliares ou da própria gestão. Vejo que a administração dela em Mossoró foi boa, mas no governo notamos deficiências nas áreas mais importantes que interessam à população, como saúde, segurança e educação.

JH – O senhor defende que o PMDB apresente candidatura para o Governo do Estado em 2014?
RF – Acredito que um partido só pode crescer tendo candidaturas, mas isso depende da possibilidade de alianças que possam fortalecer as candidaturas.

JH – Henrique Eduardo é um bom nome?
RF – É inegavelmente um nome forte e importante pelo que ele representa para o partido e o cargo que assumiu recentemente de presidente da Câmara Federal. Henrique é um político experiente e de grande poder de articulação.

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