Robinson esquece “traição” de Wilma e abre espaço para aliança

O vice-governador afirmou que não vê problema em firmar uma aliança com a ex-gestora estadual

Robinson Faria e Wilma de Faria foram aliados nas eleições passadas, mas ficaram de lados opostos no pleito de 2010. Foto: Divulgação
Robinson Faria e Wilma de Faria foram aliados nas eleições passadas, mas ficaram de lados opostos no pleito de 2010. Foto: Divulgação

A relação entre o vice-governador Robinson Faria (PSD) e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) está, novamente, próxima. Pelo menos, é o que acredita Robinson. Em entrevista concedida na semana passada, o vice-governador afirmou que não vê problema em firmar uma aliança com a ex-gestora estadual e atual vice-prefeita de Natal para 2014, mesmo após ter sido “traído” por ela em 2010, quando esperava ser candidato ao Governo do Estado e acabou tendo que buscar uma aliança com Rosalba Ciarlini (DEM), que o tornou vice da chapa.

“Wilma e eu conversamos e resolvemos todas essas questões”, garantiu Robinson Faria, em entrevista ao portalnoar.com. Segundo ele, nesse encontro, ocorrido já no segundo semestre, tanto o próprio Robinson, quanto a ex-governadora Wilma pediram desculpas e deixaram “abertas” as possibilidades de uma aliança. Uma chapa com o nome de Robinson para o Governo e o de Wilma para o Senado é cogitada por muitos, mesmo com a recente aproximação da atual vice-prefeita do PMDB, que também deverá ter candidato próprio ao Governo.

Apesar de não usar a palavra “traição”, Robinson Faria contou toda a relação que teve com Wilma em 2006, quando recusou o convite de Garibaldi Alves Filho para ser vice com a promessa da governadora de ser candidato dela em 2010, e nesse ano, quando foi preterido pela pessebista, que lançou o nome do vice Iberê Ferreira para a disputa pelo Governo.

“Meu plano A para 2014 é ser candidatar ao Governo do Estado. O plano B, ser candidatar ao Governo. E o C é ser candidato a governador”, afirmou Robinson sobre o que pretenderá fazer no próximo ano. “Eles estão me subestimando, mas estou confiante no meu objetivo”, acrescentou o vice-governador, ressaltando que tem que conviver com essa “falta de confiança” desde o início da carreira política, mas que mesmo assim jamais deixou de crescer eleição após eleição.

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