Robinson Faria governador muda quadro político do Rio Grande do Norte

Alex Viana Repórter de Política   Caso venha a assumir nos próximos dias o governo do Estado do Rio Grande…

Caso pemaneça como Governador, Robinson Faria, presidente estadual do PSD, modifica completamente o quadro político do estado. Foto:Divulgação
Caso pemaneça como Governador, Robinson Faria, presidente estadual do PSD, modifica completamente o quadro político do estado. Foto:José Aldenir

Alex Viana

Repórter de Política

 

Caso venha a assumir nos próximos dias o governo do Estado do Rio Grande do Norte, e permaneça na condição de chefe do executivo estadual, o atual vice-governador, Robinson Faria, presidente estadual do PSD, modifica completamente o quadro político do estado. Pré-candidato a governador nas eleições de 2014, Robinson fortalece sua candidatura e, fazendo neste período um bom governo, poderá contar com o apoio de diversas lideranças políticas do estado e de fora dele.

O mais forte apoio a Robinson Faria viria do próprio Palácio do Planalto. O PSD, legenda presidida no Estado pelo vice-governador, é aliado do PT em nível federal. O dirigente nacional do PSD, ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, costura com Dilma e com o ex-presidente Lula diversas alianças com o PSD nos estados. Haveria grande possibilidade de o PT se aliar com o PSD no Rio Grande do Norte.

Por tabela, não haveria razões para que outras legendas, a exemplo do PSB da ex-governadora Wilma de Faria, o PMDB do ministro da Previdência Garibaldi Filho, e o PDT, do prefeito de Natal, Carlos Eduardo, deixarem de apoiar a reeleição de Robinson, bastando, para tanto, que ele se fortalecesse como governador, realizando uma boa gestão.

DESAGRADO

Entretanto, a assunção de Robinson ao governo aparentemente não interessaria a algumas lideranças políticas do Estado, o que ficou claro, nas entrelinhas, nas notas e manifestações de algumas dessas lideranças ontem, após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que resultou no afastamento da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Uma dessas lideranças seria o senador José Agripino Maia. Num primeiro momento, interessaria a ele a inelegibilidade de Rosalba, por facilitar as composição dos palanques envolvendo o DEM nas eleições do ano que vem. Contudo, o fato de Rosalba ser considerada “ficha suja”, por conta da confirmação da condenação por malversação de recursos públicos do Estado durante a campanha eleitoral, termina comprometendo a imagem do DEM nacionalmente, o que fez com que Agripino mudasse manifestasse apoio a Rosalba.

“Decisões judiciais tomadas devem ser cumpridas. Mas elas não são infalíveis. Existem instâncias e recursos. O Democratas, no que possa, não faltará a governadora Rosalba Ciarlini em cuja probidade sempre confiou”, afirmou o senador José Agripino em nota à imprensa. Além disso, Robinson rompeu duramente com o senador José Agripino, e a chegada de Robinson ao poder também não seria do agrado do senador.

Outro que não gostou do afastamento, mas que, nos bastidores, teria ficado satisfeito com a inelegibilidade, foi o deputado federal Henrique Eduardo Alves. Tentando se viabilizar como candidato a governador, interessaria a Henrique que Rosalba não fosse candidata, o que seria uma adversária a menos na campanha que vem. Mas, o afastamento dela, com a posse de Rosalba, já não seria tão interessante para Henrique, haja vista que Robinson seria o adversário preferencial de Henrique numa campanha que tivesse Henrique como candidato na disputa pelo governo do Estado. “Reconheço e respeito a decisão da justiça, mas nesse momento difícil que o estado enfrenta, considero que o resultado final da medida não foi bom para o Rio Grande do Norte sobretudo nesta hora de crise”, afirmou.

SERENIDADE

O vice-governador Robinson Faria tomou conhecimento da decisão dos juízes do TRE na tarde de ontem e, através de nota, declarou cumpriria seu papel constitucional. “Trata-se de um momento no qual é preciso manter a serenidade. O país e o Rio Grande do Norte têm instituições consolidadas. O importante é que, seja qual for a conjuntura, não tomarei nenhuma decisão ou atitude que provoque um ambiente de insegurança administrativa ou jurídica. Cumprirei o meu papel constitucional”, afirmou.

Em um texto equilibrado, Robinson salientou que não está movido de revanchismo, nem mesquinhez, nem disputas eleitorais extemporâneas. “Cumpro e cumprirei sempre o papel que a Constituição me atribuir, com as prerrogativas que a lei me garante, e pronto para contribuir com as instituições democraticamente constituídas”, disse.

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