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Rodada decisiva

Data: 26 janeiro 2013 - Hora: 18:04 - Por: Portal JH

O “grupo da morte”. Não há um campeonato sequer que grupos sejam formados em que um não seja denominado desta forma. Na Copa do Nordeste o Grupo A foi quem ganhou essa denominação. É justamente lá que se encontra o ABC, juntamente com Bahia e Ceará, além do Itabaiana, nome menos conhecido e que parece ser o menos complicado desta fase. Mas é justamente isso que o ABC terá que provar na tarde de hoje. Ceará e Bahia já somam quatro pontos na competição. O alvinegro potiguar e o Itabaiana apenas um. No estádio Presidente Médici, 54 quilômetros distante da cidade de Aracaju, será o palco do confronto entre os dois times que precisam desesperadamente vencer para seguir com chances de classificação. O jogo está marcado para às 17h deste sábado.

O grupo do América é o C, que reúne ainda Vitória, líder absoluto com seis pontos conquistados, Asa de Arapiraca, que perdeu os dois confrontos disputados e o Salgueiro, que venceu o Asa mas foi goleado pelo Vitória. A situação do grupo está embolada justamente na segunda posição e é esse confronto direto que preocupa o América, que tem a vantagem de enfrentar o Salgueiro em seus domínios. O jogo está marcado para começar às 19h30 no Nazarenão, em Goianinha.

A situação do ABC só não é mais complicada porque Ceará e Bahia se enfrentam amanhã no Castelão, em Fortaleza. Um dos dois ficará estagnado na tabela ou somarão no máximo um ponto, caso empatem. Se o ABC vencer na tarde de hoje encostará nos líderes e poderá no returno, com dois jogos no Frasqueirão, fazer o dever de casa em busca da classificação. O América já realiza a segunda partida em seus domínios, perdeu a primeira para o Vitória, mas precisa manter a sequência de vitórias e ignorar os adversários diretos pela segunda vaga para buscar a classificação.

ABC com reforços

O técnico Givanildo Oliveira poderá fazer modificações importantes no time do ABC. A começar pelo gol, onde Andrey retorna após cumprir suspensão. O volante Bileu teve sua pena revertida pelo STJD e está apto para entrar em campo. Resta saber se em condições suficientes para substituir Edson que tem feito boas apresentações como volante. No ataque a novidade deve ser a titularidade de Vanderlei, que substitui Canga. Os jogadores sabem a importância da vitória na tarde de hoje.
“A nossa equipe está evoluindo, crescendo na competição e nesse jogo passado já deu para ver que estamos melhorando. Acredito que nessa partida já estaremos em um nível melhor e espero que façamos um bom jogo e consigamos um resultado positivo”, disse o novo comandante do meio campo, o volante Hamilton.

 

De volta à beira do campo

O técnico Roberto Fernandes voltou a relacionar os jogadores que preferiu poupar na última rodada, exceto o zagueiro Rodrigão, que segue aprimorando o condicionamento físico. Com isso, Renatinho Potiguar na lateral esquerda e Fabinho, no meio campo, devem voltar ao time principal. No ataque o time perdeu Tatu, que no treinamento acabou fraturando o nariz em um choque e foi afastado pelo departamento médico. Gláucio, jogador das bases e que foi utilizado em diversos treinamentos no setor pode ser a solução ou até mesmo Cascata, modificando o posicionamento para o setor ofensivo. Novidade mesmo será ver o técnico Roberto Fernandes na beira do campo. O treinador cumpriu a suspensão e já poderá comandar o time do banco de reservas.

 

Bate bola com Fabinho – volante do América

Volante ou meia? Fabinho começou a carreira de jogador de futebol no Rio Grande do Norte atuando pelo Alecrim. Vestiu a camisa 10, algumas vezes jogou no ataque. No América, mudou de posição, se tornou volante. Foi eleito ano passado o melhor jogador do Campeonato Potiguar. Fez uma Série B eficiente e viu diversas propostas chegarem. O futebol chinês era o caminho certo, mas a negociação travou em um certo ponto e o América tem muito a comemorar, já que o atleta segue no clube. Em conversa com o Jornal de Hoje Fabinho falou sobre seu futuro, do sonho de jogar na seleção brasileira e avaliou as chances do América nesta temporada.

Jornal de Hoje: Por que tanta confusão nessa transferência para China, o que deu errado?
Fabinho: Ah, nem eu sei direito. Estava fechado uma coisa depois mudaram para empréstimo e acabou não dando certo. Desde janeiro eu estava esperando essa definição e já estava perdendo tempo. No dia 10 voltei aos treinamentos e desde lá minha cabeça está apenas no América. Não estava 100% fisicamente, já que não completei a pré-temporada, mas nos reunimos e vimos que eu aguentaria pelo menos 45 minutos contra o Vitória. Mas combinamos que contra o Asa ficaria de fora para aprimorar a parte física. Tudo para que eu siga bem para o restante do campeonato.

JH: Você ficou frustrado por não acontecer a transação?
Fabinho: Não me lamento por nada e continuo trabalhando. Entrego tudo na mão de Deus. Claro que a gente quer ser valorizado, mas dinheiro não é tudo. Eu recebi algumas propostas, mas as coisas acontecerão quando realmente for a vontade Dele. Não estou mais nem pensando nisso.

JH: De onde vieram propostas?
Fabinho: Fiquei sabendo de alguns do interior de São Paulo e de outros times fora do país, mas a da China era que estava realmente mais perto.
JH: Qual o seu objetivo na carreira. Atingir um bom nível esportivo ou o suficiente para garantir a independência financeira?
Fabinho: Eu não ia na China pensando apenas no dinheiro. Eles não são desenvolvidos no futebol, começam a crescer agora. Mas a gente pensa na família porque sabe que temos uma carreira curta. Apesar disso eu foco muito mais no meu trabalho. É nisso que penso o tempo inteiro. A maioria dos jogadores pensa em seleção brasileira, mas alguns acham impossível. Eu não vejo dessa maneira. Não há nada impossível para Deus. Eu trabalho e espero que as coisas aconteçam na hora certa.

JH: Quem era o seu ídolo no futebol?
Fabinho: Por jogar antigamente no ataque eu admirava muito o Robinho. Hoje, como mudei de posição, admiro muito o Ramires e tento me espelhar nele.
JH: Você é volante ou meia?
Fabinho: Sou volante. Um terceiro volante, praticamente um meia. Uma função que precisa ter facilidade de chegar ao ataque e força pra ajudar a defender.

JH: Que pontos fracos você precisa corrigir?
Fabinho: Tenho que corrigir as finalizações, esse é o principal de todos. Preciso chutar mais a gol, acertar o chute do momento decisivo. Treino também para aperfeiçoar o passe. Tenho muita coisa pra corrigir até chegar onde eu quero.
JH: Como você compara o elenco do América deste ano com o do ano passado?
Fabinho: É um pouco diferente, já que no ano passado tínhamos jogadores mais leves e rápidos. Temos jogadores importantes que chegaram. O time desse ano tem todas as chances de fazer igual ou melhor que ano passado. É um grupo trabalhador e dedicado. Se plantarmos bons frutos, vamos colher.

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