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Rogério: “Rearranjo entre o PMDB e o DEM dará governabilidade a Rosalba”

Data: 05 março 2013 - Hora: 18:28 - Por: Alex Viana

O presidente do PSDB, secretário de Desenvolvimento Econômico Rogério Marinho, disse hoje que o rearranjo entre o PMDB, o PR e o Democratas, a partir de um encontro na semana passada em Brasília, dará maior tranquilidade e governabilidade à administração da governadora Rosalba Ciarlini. Segundo o aliado governista, a reafirmação da aliança, que estava em vias de eclodir com a possibilidade de rompimento por parte do PMDB, permitirá a Rosalba trabalhar na organização do governo e na implantação de medidas estruturantes.

“Esse é o ano em que o governo precisa mostrar a sua face, precisa mostrar visibilidade em relação a ações estruturantes que certamente vão resultar – espero eu, estou fazendo minha parte para isso – na reversão desses índices negativos e também numa coisa importante, que é a questão da governabilidade. Esse rearranjo entre o PMDB, o PR, os Democratas, os partidos aliados, que aconteceu na semana passada, certamente vai dar uma maior tranquilidade em relação à governabilidade e isso, com a tranquilidade da governabilidade, permite que se trabalhe na organização do governo e na implantação de medidas estruturantes importantes e impactantes que consigam ir de encontro às expectativas da população”, afirmou o secretário.

Sobre esta aliança, Rogério disse não ter “dúvida que as afinidades que existem entre o PMDB e a governadora Rosalba podem perfeitamente, já que estão casados no campo administrativo, resultar em uma aliança política no futuro. O tempo é quem vai dizer, e o êxito do governo”, afirmou, ao tocar na possibilidade de Rosalba recuperar o crédito na opinião pública, ser candidata à reeleição e ter o apoio do PMDB .”Vamos trabalhar muito esse ano e no ano subsequente, para que a governadora tenha, ao final de seu mandato, satisfeito as expectativas da população, que a elegeu de maneira consagradora no primeiro turno no pleito passado”, completou Rogério.

O líder do PSDB no Rio Grande do Norte disse ainda que a aliança do PMDB com o PT, em nível nacional, não será impedimento à reafirmação da aliança dos peemedebistas com Rosalba em 2014. “Se nós tivéssemos uma estrutura política e os partidos fossem nacionais, essa pergunta que você fez anteriormente certamente teria ressonância local, mas os partidos têm realidades locais. Eu lembro a você que no último pleito o PMDB não esteve nem com o PSB nem com os Democratas, foi para uma coligação independente, se juntou com o PV e o PR e dividiu-se. O senador Garibaldi apoiou a atual governadora e o deputado Henrique apoiou o ex-governador Iberê e essa efetuação se deu em função de circunstâncias locais”, recordou.

“Aécio é o candidato mais forte do PSDB desde a última eleição”

Rogério Marinho disse que o senador Aécio Neves (PSDB/MG) é o candidato mais forte do partido a presidente da República desde a última eleição presidencial e tudo leva a crer que ele será ungido como candidato a presidente. “Após esse processo, certamente até em resposta a essa antecipação da eleição, o presidente Aécio deverá fazer um périplo pelos estados do país, discutindo e conversando com a sociedade em relação a um provável plano de governo alternativo ao atual”, afirmou Marinho.

Sobre a antecipação do processo eleitoral, o presidente do PSDB no RN declarou que dentro do PT há um processo de conflagração e de confusão causado por três motivos. “Primeiro, a possibilidade de Lula querer voltar ao cenário nacional, que causa ansiedade na própria presidente Dilma, que cobrou do ex-presidente Lula uma definição, para que ele não ficasse perto do jogo eleitoral/pré-eleitoral. Segundo, o julgamento do mensalão, que colocou em xeque toda a história do partido na questão da ética, que tem desestabilizado o partido.

Terceiro, o resultado econômico. No princípio do ano passado, eu me lembro, a Miriam Belchior e o ministro Mantega foram enfáticos em declarar que o país cresceria em pelo menos 4% e que as medidas estruturantes haviam sido tomadas. Ao final do ano PIB foi de menos de 1%”, avaliou Marinho.

O mais grave no aspecto econômico, lembrou ele, é que os países do BRIC, como China, como Índia, Rússia e aqui mesmo na América Latina outros países cresceram mais do que o Brasil. “Então, há uma coisa muito errada na condução econômica e isso eleva a se criar fatos políticos até para se desviar a atenção da população do dia-a-dia, do preço do arroz, do feijão, do tomate, porque a dona de casa quando vai ao supermercado percebe que os preços aumentaram de forma agressiva. Então, para se desviar a atenção e o foco dessa discussão tão importante para o dia-a-dia dos Brasileiros, se antecipa o processo eleitoral”.

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