Roomba 650: o robô que faz a faxina é eficiente, mas o preço…

Aspirador de pó automático cumpre a cansativa tarefa de varrer o chão, mas o preço ainda assusta

Armado com um sistema de sensores, o Roomba 650 é totalmente autônomo. Foto: Divulgação
Armado com um sistema de sensores, o Roomba 650 é totalmente autônomo. Foto: Divulgação

A falta de tempo não é mais desculpa para deixar o chão da casa sujo. Ao menos para quem pode pagar R$ 1.699 no Roomba 650, aspirador de pó robótico que a iRobot está trazendo para o país. O aparelho realiza, em parte, o sonho de ter uma Rose, da série animada “Os Jetsons”. Basta ligar na tomada, apertar um botão e esperar a maquininha fazer o seu trabalho.

Armado com um sistema de sensores, o Roomba 650 é totalmente autônomo, mas nas primeiras limpezas é impossível não passar algum tempo observando o curioso bailado do robô. Ao primeiro olhar, ele não parece tão inteligente, lembrando mais um carro bate-bate. As aparências enganam… Ele realmente não desvia de um obstáculo, dessa forma consegue limpar melhor os cantos. E o seu sistema de navegação faz com que ele passe em todos os pontos e evite quedas em escadas, por exemplo.

Durante os testes, o Roomba 650 cumpriu o que promete. Armado com uma série de escovas e alto poder de sucção, ele limpou de forma satisfatória cômodos com piso de madeira e carpete. Poeira, fios de cabelo e migalhas de biscoito (ok, eu como no quarto) foram aspirados com facilidade. Porém, pedaços maiores de papelão continuaram no chão (era só para testar, não pico papelão e espalho pela casa).

Sensor detecta locais mais sujos

A limpeza do quarto, com piso de madeira e aproximadamente 20m², demorou cerca de 20 minutos. Na sala, com piso de madeira, mas com tapete fino, e 40m², a faxina durou quase uma hora. Não existe um tempo médio definido para limpar determinada área, até porque isso depende dos obstáculos e da quantidade de sujeira. Segundo a fabricante, o Roomba 650 possui um sensor acústico que detecta quando um ponto possui sujeira em excesso e passa mais tempo limpando o local. A disposição do mobiliário também afeta a velocidade da limpeza.

De acordo com as especificações técnicas, a bateria tem duração de 90 minutos, mas não é preciso se preocupar com isso. Se a carga estiver no fim, o robô retorna automaticamente para a base e se recarrega sozinho, reiniciando a limpeza do ponto em que parou. Parece perfeito, mas a recarga é um dos pontos fracos do Roomba: ela é demorada.

Outro pequeno problema que aconteceu durante os testes foi o enrosco em fios. Apesar de a fabricante garantir que a maquininha é capaz de passar por cima de fios com tranquilidade, nos testes ela se enroscou uma vez. Talvez se fosse apenas um cabo, ele se saísse bem, mas o ninho de fios atrás do PC foi uma barreira intransponível para o robô.

Duas funções extras merecem destaque. A possibilidade de agendar horários para a limpeza é uma mão na roda. É possível agendar a limpeza para quando a casa ou o escritório está vazio, por exemplo. O Roomba também possui um sensor extra, chamado virtual wall, que funciona como uma parede virtual para delimitar o espaço para a limpeza.

A manutenção também é extremamente simples: basta limpar o compartimento de sujeira de vez em quando e as pás e escovas, quando necessário.

Enfim, o Roomba 650 é um aparelho cumpre o que promete. Limpa o chão de forma autônoma, eliminando a necessidade das cansativas limpezas com a vassoura. Melhor, em dias de visita, além de varrer o chão, ele serve de atração principal do encontro, com todos querendo ver o funcionamento deste faxineiro robótico.

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