Sabão ecológico gera renda para mulheres de bairros carentes de Natal

Fabricação do sabão ecológico em barras utiliza óleo de cozinha

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O óleo usado em cozinha, que antes seria descartado no lixo, hoje é fonte de renda e melhoria de vida para 90 mulheres moradoras de comunidades carentes de Natal, que participam do projeto “Sabão Ecológico”, desenvolvido pelo Centro de Promoção à Assistência Social (Cepas). Sem emprego fixo, elas aprenderam uma forma de ajudar no sustento de suas famílias e hoje, já planejam expandir seus conhecimentos para outras pessoas.

Segundo a coordenadora do projeto, Cláudia Maciel, as mulheres se encontram duas vezes por semana na sede da Cepas, na comunidade do Curtume, no bairro Nordeste, e produzem as barras de sabão com óleo usado, soda cáustica, água, essência e sabão em pó. Depois, todo o sabão produzido é distribuído entre elas, para que possam vendê-lo em suas comunidades e assim, ter uma fonte de renda.

“É um produto fácil e simples de se fazer, que é bastante usado e que tem um retorno financeiro importante para elas, que antes não tinham nenhuma ocupação ou renda e hoje se sentem úteis em poder contribuírem em casa, sempre de forma segura, já que é usada soda cáustica na produção do sabão”, explicou.

Cláudia disse ainda que todo o óleo usado pelo projeto vem de doações de bares, restaurantes, serviços de buffets e também da população, para não descartar a substância no lixo comum e assim afetar a natureza. Apesar disso, ela afirmou que, quem se interessar em doar óleo usado, pode procurar a própria Cepas, através do número 3661-2494.

“Toda doação é bem-vinda e quanto mais, melhor, porque podemos aumentar a nossa produção e ajudar mais pessoas a descobrirem uma nova forma de renda para o sustento de suas famílias. E, os interessados em doar seu resíduo oleoso, contribuindo com o projeto, estará prestando grande serviço à comunidade, tanto na questão social com ambiental, já que muito desse óleo seria descartado no sistema de esgoto”, falou.

Segundo o coordenador da Pastoral Ronda Fraterna, que atua na comunidade do Curtume, além de beneficiar com a geração de renda dezenas de famílias, o projeto contribui também com a preservação da natureza, ao evitar que o óleo usado fosse descartado incorretamente. “Muitos restaurantes e bares não sabem o que fazer com o óleo”, disse.

Mudança de vida

“Me interessei pelo projeto depois que uma colega falou sobre ele, ainda no início. Além de aprender e ter uma nova fonte de renda, ainda serve como terapia ocupacional, porque é um trabalho artesanal mesmo. E já tenho minha clientela fixa, que é pequena, mas ainda tenho tempo para expandi-la entre meus vizinhos. E, entre os clientes, também arrumo doadores de óleo usado, porque por onde passo, aviso que preciso do material para fazer mais barras de sabão”, disse a dona de casa Maria da Apresentação.

Já Cleide Barros, outra participante do projeto, pretende expandir seus conhecimentos para as filhas e netas, para que elas possam ajudá-la e possam aprender uma forma de renda alternativa. Ela, que estava desempregada, comemora a fabricação do sabão ecológico. “Mudou muito a minha vida, para melhor e por isso, pretendo transmitir o que aprendi para outras pessoas, incluindo meus familiares”, disse.

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