Safra do Rio Grande do Norte se recupera com as chuvas deste ano

Números nacionais foram divulgados hoje pela Conab

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A produção total de grãos para o ano de 2014 no Rio Grande do Norte está estimada em 53.386 toneladas, um aumento de 308,8% em relação à safra anterior e 49% em relação a 2011, considerada a última safra normal em termos de chuvas. A produtividade média agora é 2% superior a daquele ano, puxado pelo bom rendimento do algodão, arroz e no feijão.

Os dados são do 9º Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta terça-feira. A produção agrícola brasileira ultrapassou os 193 milhões de toneladas, um aumento de 2,6% ou o equivalente a 4,9 milhões de toneladas acima da safra passada que foi de 188,7 milhões de toneladas,

Comentando os número da safra potiguar, o analista de mercado na Conab/RN, Luís Gonzaga Araújo e Costa, antecipou que o plantio de 100 hectares de algodão no Estado será feito sob o sistema de irrigação pela Finobrasa, empresa do grupo da Vicunha, no município de Ipanguaçu, situado no Vale do Açu.

O plantio ocorrerá já a partir da segunda quinzena de junho e a produtividade esperada é de 3.250 quilos por hectare. “Não foi constatado no presente levantamento o plantio de algodão sequeiro em nenhum outro município do Estado”, acrescentou.

Ainda segundo o analista, os produtores estão desmotivados para plantar algodão devido à incerteza de obterem produtividade rentável por influência das estiagens recentes. “Além disso, os produtores vêm demonstrando preferência pelo cultivo de lavouras de subsistência e voltadas à alimentação básica”, observou Luiz Gonzaga.

Arroz e feijão

Segundo o analista, como este ano as chuvas foram melhores que as do ano passado, a estimativa é de um aumento da área do arroz de 46,8%. As boas chuvas também viabilizaram o plantio em outros municípios, o que não foi possível em 2012 e 2013.

No estado, o cultivo de arroz é feito, basicamente, pelo processo de irrigação. As principais áreas se concentram em municípios situados à margem do Rio Apodi/Mossoró, no Vale do Apodi. Mais de 80% do arroz cultivado são do tipo “vermelho”, que agrega valor à atividade, explica Gonzaga.

Já quase todo o feijão cultivado no Rio Grande do Norte é da variedade macaçar (caupi), de ciclo mais curto. Segundo diz o especialista, a produção interna está longe de atender à demanda de consumo do estado.

“Estimamos que a produção pode alcançar 18.874 toneladas, um aumento de 436,8% em relação à produção do ano passado. Por isso mesmo, o RN é um tradicional importador de feijão de outros centros produtivos”.

Milho

A estimativa de produção para safra deverá ser de 25.106 toneladas, um aumento de 429,2% em relação à produção da safra anterior. Mesmo assim, ela foi 47,8% menor que a do ano de 2011 – ano de boa safra, lembra Luiz Gonzaga.

Ele explica que o RN produz em torno de 50 mil toneladas de milho/ano em regime de sequeiro. Isso, somente quando as condições climáticas são favoráveis. O consumo anual ultrapassa 150 mil toneladas/ano.

“Por isso, o abastecimento de milho do RN é deficitário, necessitando importar de outros estados produtores para suprir a demanda de consumo, principalmente nos anos de seca, quando aumentam às dificuldades demandadas pelos segmentos de avicultores, suinocultores, bovinocultores e caprino/ovinocultores”, diz o especialista.

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