Após muita negociação, o salário de comerciários de Natal passa de R$ 650 para R$ 710

Na rodada de negociação  realizada na última terça-feira (16), conduzida pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Serviços do…

O novo salário comercial de Natal segue as mesmas diretrizes da negociação ocorrida em Mossoró. Foto: Divulgação
O novo salário comercial de Natal segue as mesmas diretrizes da negociação ocorrida em Mossoró. Foto: Divulgação

Na rodada de negociação  realizada na última terça-feira (16), conduzida pelo presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Serviços do Rio Grande do Norte, George Ramalho Vieira, ficou definido o novo valor do salário comercial de Natal: R$ 710.

Para os comerciários que recebem acima do piso, o reajuste será de 8%, um aumento de 2% em relação ao reajuste de 2012, que foi de 6%. Já quem recebe mais de seis salários comerciais, o aumento será definido em acordo entre empresários e os colaboradores.

Participaram das negociações representantes do Sindicato do Comércio Atacadista do Estado do RN, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do RN, Sindicato dos Representantes Comerciais e das Empresas de Representação Comercial do RN e do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios.

O novo salário comercial de Natal segue as mesmas diretrizes da negociação ocorrida em Mossoró, que fixou no início de abril os mesmos reajustes.  Em Mossoró, o novo valor terá vigência retroativa a 1º abril. A negociação contou com a mediação de um representante do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Para chegar ao acordo, foram necessárias quatro rodadas de negociação, sendo duas delas mediadas pelo Ministério do Trabalho. O salário em vigência até o mês de março era de R$ 650. “Com o reajuste concedido, o índice ficou acima, inclusive, do reajuste do salário mínimo”, concluiu Jair Queiroz,  presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró.

Em Assú o reajuste do salário comercial foi o mesmo que em Natal e Mossoró. Em Caicó, empresários e trabalhadores ainda não chegaram a um acordo.

O aumento vem num período considerado de baixo crescimento econômico, mas nos quais setores como comércio e construção civil têm mantido o ritmo de contratações no Estado  com aumento no estoque de empregos acima da média nacional.

E embora tenha fechado  fevereiro com o número de demissões superior ao de contratações, o comércio encerrou 2012 com o maior aumento no número de carteiras assinadas da região Nordeste. Os dados são do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o Caged,  o  estoque geral de empregos do comércio no RN  no item número total de carteiras assinadas no setor, subiu duas vezes mais do que as médias estadual e nacional. O comércio foi responsável, isoladamente, por 54,1% dos empregos com carteira assinada registrados nos últimos 12 meses no estado, tendo os hipermercados, supermercados, lojas de roupas, calçados, farmácias e perfumarias puxando as estatísticas.

Sobre as expectativas de vendas para o restante do ano, o presidente da Fecomércio, embora otimista, mostra a cautela. “Se formos olhar os dois primeiros meses deste ano, na comparação com o ano passado, começamos muito bem. Mas, ainda é cedo para fazer qualquer estimativa de crescimento para 2013. É preciso acompanhar os acontecimentos. Ainda há muito a ser feito, em muitas áreas. O turismo, por exemplo, precisa de mais atenção. Isso será definitivo para os números do comércio este ano”, afirma.

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