Salário no país cresce 1,25% acima da inflação em 2013; pior resultado desde 2009

Índice é o menor desde 2009, quando avançou 0,90%, segundo dados do Dieese

Ritmo lento: aumento real dos salários foi o pior em quatro anos. Foto: Thinkstock
Ritmo lento: aumento real dos salários foi o pior em quatro anos. Foto: Thinkstock

O aumento real médio dos salários no Brasil foi de 1,25% em 2013, segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira (2).

Esse é o pior resultado do índice desde 2009, quando o avanço anual foi de 0,90%. Nos anos seguintes, as altas foram de 1,70% (2010), 1,36% (2011) e 1,98% (2012).

De acordo com o estudo, o avanço real foi observado em 87% das 671 unidades de negociação da Indústria, Comércio e Serviços em todo o território nacional pesquisadas no ano passado.

Esse percentual é cerca de 8 pontos percentuais menor do que o observado nas mesmas 671 unidades de negociação em 2012, mas é próximo dos resultados apurados em 2010 e 2011 e maior do que os registrados em 2008 e 2009.

No ano passado, 7% dos brasileiros conquistaram um reajuste nos salários igual à inflação e 6% receberam um aumento incapaz de recompor o valor salário da última data base.
De acordo com a pesquisa, dois fatores contribuíram para o melhor desempenho das negociações no segundo semestre do ano passado: a queda na inflação e negociações coletivas de grandes categorias em importantes setores da economia.

A pesquisa também citou outras razões para o resultado positivo, como a manutenção do desemprego em patamares baixos e “o desempenho da economia brasileira, que em 2013 apresentou crescimento da ordem de 2,3% do PIB, contrariando as expectativas pessimistas de parte dos analistas e agentes econômicos”.

Em relação a este ano, o Dieese afirma que “ainda é cedo” para fazer uma análise mais detalhada, mas as perspectivas são positivas.

— Mantido o quadro econômico atual, de inflação controlada, baixas taxas de desemprego e manutenção ou crescimento da economia, é de se esperar para 2014 resultados mais favoráveis nas negociações coletivas dos trabalhadores.

 

Fonte: R7

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