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Santos de casa

Data: 11 março 2013 - Hora: 18:01 - Por: Bruno Araujo

A mais que batida expressão “Santo de casa não faz milagre”, apontada como alguns como vinda das páginas da bíblia, sem dúvida é tratada como sagrada   no mundo do futebol, em especial, no Rio Grande do Norte. Em relação a jogadores, a resistência é menor, já que com alguns jogos e muito – digamos muito talento -, é possível convencer a exigente massa pulsante das arquibancadas.

Quanto ao treinador, o DNA potiguar é tratado, principalmente nos dois principais clubes potiguares, ABC e América, como algo literalmente repugnante. Nos últimos anos, raros foram os treinadores que lograram êxito em permanecer em uma das duas equipes por um tempo considerável. Exceto por Ferdinando Teixeira, hoje aposentado, e Francisco Diá, que salvou o América de um rebaixamento em 2009, mas depois foi contratado para sobreviver apenas uma semana no clube, nenhum outro nome pareceu estar à altura da dupla maior do RN nos últimos anos.

Basta observar o vaivém de treinadores como Leandro Campos, que depois de demitido retornou em duas oportunidades, e Roberto Fernandes, recentemente, de volta ao Alvirrubro pouco mais de um mês depois de pegar o boné para constatar que os clubes ainda não ampliaram o campo de visão quando  o assunto é treinador de futebol. A sensação é de tentar forçar a barrar num acerto do passado ou insistir num erro presente.

O fato de jogar grandes competições como a Série B e Copa do Brasil seria uma das justificativas para evitar treinadores locais, em detrimento da suposta experiência daqueles vindos de fora. Conhecimento de mercado, experiência e currículo também são levados em conta. Por outro lado, o custo de investimento para trazer os “estrangeiros” costuma ser muito maior, pois além de terem peso maior na folha, estão acostumados a trabalhar com jogadores de nível salarial mais alto e que, na maioria das vezes, não correspondem às necessidades do clube.

Hoje, no futebol potiguar, o principal nome entre os técnicos é Wassil Mendes. Com pouco à disposição, têm feito bons trabalhos, como a grande campanha no acesso do Baraúnas ano passado à Série C, as campanhas insinuantes do Santa Cruz, além da experiência de ter trabalhado como auxiliar técnico e treinador das bases do ABC. Não é uma batida de martelo para que seja contratado por qualquer clube que seja, mas um alerta para mostrar que no futebol, o talento não costuma estar necessariamente ligado à cifras milionárias.

Prioridades

Apenas 21 anos e um futebol melhor do que muito “matador tipo importação”. Alvinho, emprestado pelo ABC ao Santa Cruz – de novo -, é o artilheiro do Campeonato Estadual com seis gols. O jogador praticamente não teve oportunidades na equipe titular do Alvinegro, enquanto outros menos “abastados” com a bola nos pés desfilam com a camisa Alvinegra sem qualquer cerimônia. Surpreende o próprio Romarinho, sem provas até então entre os profissionais, ter mais espaço na equipe que o jogador com dois estaduais nas costas e campanhas razoáveis. Vai entender…

Dinheiro na conta
O tão esperado dinheiro da venda do atacante Isac enfim “caiu” na conta do América. Desde a ida do jogador, ainda no mês de janeiro, se esperava o depósito do clube chinês para que a transação fosse concretizada, apesar de o jogador já estar do outro lado do mundo desde o início da temporada 2013. A rescisão com o time rubro havia sido publicada no BID da CBF na semana passada. Justamente no final dela, a transação foi confirmada. Há quem diga que mais de R$ 700 mil chegaram para o clube que, agora, poderá respirar mais aliviado.

Na pressão
Após o puxão de orelhas da Fifa, o secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fitchner, reconfirmou que o estádio Maracanã estará pronto para receber o primeiro evento-teste no dia 27 de abril. A preocupação do COL e da entidade organizadora do evento surgiu após as fortes chuvas que haviam inundado o estádio e encharcado o gramado. Ao que parece, a pressão internacional funcionou.

 

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