Secretária da Semob presta depoimento na CEI da bilhetagem unificada

O projeto que institui a bilhetagem única dos transportes coletivos foi aprovado em segunda discussão na Câmara Municipal com 24 votos favoráveis

Foto: Divulgação
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Nesta segunda-feira (5), a Comissão Especial de Inquérito (CEI), criada pela Câmara Municipal de Natal para apurar os motivos da não efetivação da bilhetagem unificada nos transportes públicos da cidade, realizou primeira oitiva para ouvir a secretária de Mobilidade Urbana, Elequicina Santos.

Durante o encontro, a titular da Semob falou sobre o processo de implantação da bilhetagem eletrônica e a demora no cumprimento da lei que regulamenta a unificação. Motivo: ausência de tecnologia apropriada para estabelecer interoperabilidade entre as metodologias para ônibus e opcionais.

“Para superar esse impasse, informo que a prefeitura vai contratar uma empresa para suprir essa carência de apoio técnico e implantar o sistema”, disse Elequicina. “É bom que todos saibam que criamos uma comissão com a participação dos órgãos envolvidos, porém, as reuniões não obtiveram êxito porque Seturn e Sitoparn não chegaram a um acordo na questão”, completou.

O projeto que institui a bilhetagem única dos transportes coletivos foi aprovado em segunda discussão na Câmara Municipal com 24 votos favoráveis, em outubro de 2013. A matéria, aliada a uma modificação na Lei Orgânica do Município, permite que tanto Seturn (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município de Natal) quanto Sitoparn (Sindicato dos Permissionários de Transporte Opcional de Passageiros do RN) comercializem as passagens, cabendo à prefeitura controlar e fiscalizar.

O vereador George Câmara (PC do B) questionou a secretária acerca os mecanismos de controle do Poder Público sobre a rede de transportes. Ela disse que não há controle da bilhetagem em si e que existe uma fiscalização baseada nas reclamações da população provocadas por transtornos com horários e mudanças nos itinerários.

“Falta vontade política da administração municipal para colocar em prática a bilhetagem unificada. A tecnologia necessária não é complexa nem tão cara. Por isso, vejo o discurso Prefeitura apenas como uma desculpa”, afirmou o vereador Marcos Antônio (PSOL), que perguntou: “Que tipo de relação existe entre a senhora, os membros da sua equipe técnica e o Seturn?”.

Elequicina, por sua vez, respondeu que não tem nenhuma relação imprópria com o Seturn ou qualquer outra instituição. “Trabalho com honestidade, vereador. Mas, se o senhor duvida da minha integridade, que prove ao contrário”, defendeu.

Ao final da reunião, o vereador Hugo Manso (PT), presidente da CEI, avaliou o depoimento da secretária Elequicina. “A oitiva trouxe poucas informações novas. Mas agregou valor político importante, pois constatamos a fragilidade na fiscalização quando a Semob admite, entre outras coisas, que às vezes os ônibus não completam o trajeto”.

Também estiveram presentes, os vereadores Júlio Protásio (PSB), Amanda Gurgel (PSTU) e Aroldo Alves (PSDB).

 

 

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