Secretaria de Educação pede balanço das condições mínimas para o início do ano letivo no Município
O ano letivo das escolas municipais de Natal está previsto para iniciar no dia 27 de fevereiro. Mas para que os problemas da última gestão não se repitam, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN) encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Educação (SME) enumerando as condições mínimas necessárias para o cumprimento do calendário escolar. A dívida da Prefeitura de Natal com a Educação municipal gira em torno de R$ 150 milhões, situação que inviabilizou a conclusão do ano letivo de 2012 em algumas escolas.
Na terça-feira da próxima semana (15), o Sindicato irá se reunir com a nova secretária da pasta, Justina Iva, onde irão discutir a situação atual para início do calendário de aulas deste ano. “Fizemos um balanço de tudo o que o município de Natal está nos devendo. O que queremos agora é buscar soluções imediatas para o funcionamento das escolas, solicitando as condições mínimas. As reivindicações da categoria dos professores ainda não foram definidas, mas serão apresentadas em fevereiro”, disse a coordenadora geral do Sinte/RN, Fátima Cardoso.
Os maiores problemas relacionados à viabilidade do ano letivo dizem respeito à falta de professores, falta de merenda escolar e problemas na estrutura física das unidades de ensino. Segundo Luciene Urbano, diretora do Departamento de Gestão Escolar (DGE), a secretária de Educação solicitou que o DGE realizasse um relatório das necessidades mais urgentes de cada escola.
“Nós encaminhamos um documento para todas as escolas pedindo que seus diretores informassem essas necessidades mais urgentes. Atendendo a um pedido da professora Justina Iva, nós estamos realizando um balanço geral para apresentar a realidade da Educação municipal. Ela quer uma radiografia geral para poder analisar quais serão as prioridades”, informou Luciene.
A reunião acontecerá na tarde desta quarta-feira no Centro de Municipal de Referência em Educação (Cemure), com a presença da secretária, do Conselho Municipal de Educação, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação e diretores das escolas. “Nessa reunião iremos apresentar o balanço levantado pelo DGE e pelo Sinte/RN e avaliar a situação real. Só queremos começar esse novo ano bem e com todas as condições necessárias”, afirmou Luciene Urbano.
Dívida com terceirizados
Parte do pagamento dos professores temporários da rede municipal de ensino foi garantida em dezembro do ano passado pelo então prefeito Ney Lopes Jr. Entretanto, ainda há quem espere pelo pagamento total do serviço prestado. Segundo Fátima, alguns professores receberam o salário referente à apenas dois meses. “Todos os profissionais ainda têm algo a receber da Prefeitura. Em audiência que será realizada com a secretária Justina Iva, iremos cobrar novamente que essa dívida seja paga, sem que caia mais uma vez no esquecimento”, disse.
Ainda de acordo com a coordenadora do Sindicato dos Professores, Ney Lopes Júnior havia garantido que os pagamentos das empresas que terceirizam a merenda, os vigias e os serviços de portaria, por exemplo, já tinham sido realizados, mas as empresas rebatem afirmando que não receberam nada. “O dinheiro deve chegar ao bolso dessas pessoas. Queremos a solução para isso também”, afirmou.
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