Secretaria responsabiliza Governo do RN pela falta de médicos no hospital

Município quer assinar Termo de Cooperação Técnica com a Sesap para contratar médicos temporários

Pronto Socorro Adulto está interditado desde a última quinta-feira (20), quando o Conselho Regional de Medicina determinou que setor só seria reaberto quando escala de plantão dos profissionais estivesse garantida. Foto: Divulgação
Pronto Socorro Adulto está interditado desde a última quinta-feira (20), quando o Conselho Regional de Medicina determinou que setor só seria reaberto quando escala de plantão dos profissionais estivesse garantida. Foto: Divulgação

Desde a última quinta-feira (20), o Pronto Socorro Adulto do Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, localizado no município de São José de Mipibu, está fechado, por interdição ética do exercício profissional dos médicos. A Secretaria Municipal de Saúde de São José de Mipibu esclareceu que o hospital é da competência “única e exclusiva do Governo do Estado e da Secretaria Estadual de Saúde Pública”. Enquanto a Sesap e a SMS de São José do Mipibu passam a responsabilidade de uma para a outra, a população permanece desassistida e quem precisa de atendimento de urgência e emergência tem que se deslocar para o Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, ou para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

No entendimento da Secretaria Municipal de Saúde, cabe a Prefeitura de São José de Mipibu exercer parceria visando à melhoria daquela unidade, como fora exercido na gestão do ex-governador Garibaldi Filho e de Wilma de Faria, quando fora estabelecido uma cogestão entre os entes governamentais, ou seja, existia legalmente um compromisso.

O secretário Alexandre Dantas lembra que ao assumir a Secretaria de Saúde encontrou, por parte do Governo do Estado, um processo avançado de esvaziamento do Hospital Regional, “de tal forma, que as decisões são tomadas de forma arbitrária e abruptamente, sem qualquer discussão ou mesmo diálogo com a sociedade”.

“É importante ressaltar que as cidades circunvizinhas como Nísia Floresta, Senador Georgino Avelino e outras cidades que não possuem unidade hospitalar usam os serviços de Pronto Atendimento desta cidade, sem partilhar qualquer recurso para a Saúde de nosso município, exceto Goianinha, que executa o serviço e recebe do Ministério da Saúde R$ 90 mil por mês, enquanto que São José de Mipibu gasta mais de R$ 1,080 milhão por ano com aquela unidade”, afirmou o secretário de Saúde.

Alexandre Dantas ressalta que o Município não foge a responsabilidade de cooperar e, segundo ele, externou por diversas vezes a possibilidade de celebrar referida parceria, sendo que, até a deflagração da intervenção ética promovida pelo Conselho Regional de Medicina, a Sesap sequer enviara a minuta de parceria, “tampouco efetivou as reformas necessárias para a melhoria da qualidade do atendimento”.

O secretário conta que foi elaborada uma minuta de Cooperação Técnica entre os entes governamentais, sendo entregue a Sesap na última sexta-feira (21). “Esperamos que seja analisado com a máxima brevidade, para que após a assinatura do termo, procedermos o Processo Seletivo para contratar médicos temporários e a partir da solução encontrada vamos sentar com os outros municípios para estabelecermos responsabilidades, deveres e direitos de todos”, afirmou.

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