Segurança “Padrão Fifa”: Ocorrências durante Copa diminuíram mais de 50% em Natal

Governo comemora redução nos índices e desafio agora é manter queda nos números da violência no RN

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Diego Hervani

Repórter

Com a final dos jogos da Copa do Mundo em Natal, a cúpula do sistema de segurança que trabalhou durante o evento na capital potiguar concedeu uma coletiva na manhã desta quinta-feira (26), no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), na Escola do Governo, para mostrar um balanço de tudo o que foi feito.

Mesmo não apresentando números, o que só deve ocorrer na próxima semana, o titular da Secretaria Estadual de Segurança e Defesa Social, Eliéser Girão, afirmou que a quantidade de ocorrências apresentou uma grande diminuição, não só em Natal, mas em todo o Estado. “Tivemos uma diminuição entre 50% e 60% nas ocorrências. Isso mostra que todo o nosso esforço trouxe resultados. Não foi só na Copa, antes do Mundial começar, nós conseguimos a compra de equipamentos e trouxemos soluções para problemas que poderiam atrapalhar a segurança durante o torneio”, destacou.

Na coletiva, que teve a participação de representantes do Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional (Cesir/RN), como Polícia Federal, Polícia Militar, Agência Brasileira de Inteligência, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas, o consenso entre todos é de que o Brasil agora vive uma nova era na questão de segurança. “Tivemos reuniões por mais de dois anos para discutirmos o planejamento de segurança que nós iríamos adotar durante a Copa do Mundo. Muitas pessoas questionam o legado físico que irá ficar, os equipamentos e tudo mais. Claro que esse legado é muito importante, mas o legado deixado por essa integração que agora existe entre todos os órgãos de segurança é algo extremamente importante, sem dúvida alguma é o maior legado que nós temos”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Paulo Henrique, que foi o responsável por gerir o CICCR no Mundial.

O vice-almirante Miranda, que foi o gestor das Forças Armadas (FA) em Natal durante a Copa, comemorou o fato da FA não ter precisado ser acionada. “Isso foi muito positivo. Apenas ficamos nas ruas monitorando algumas situações, mas sem o poder de polícia. Participamos na identificação de prevenir algumas situações que pudessem levar perigo aos torcedores e seleções, como nas escoltas, que diga-se de passagem, não tiveram nenhum problema”, afirmou Miranda, que ainda contou o único fato que precisou deixar a FA em um estado maior de alerta. “Teve um caso, não lembro se foi no primeiro jogo aqui em Natal ou no segundo, que um homem foi passar no detector de substâncias com radiação e o detector identificou irregularidades. Esse senhor foi liberado depois de mostrar que tomava o remédio e que ele gerava um tipo de radiação. Depois, quando ele entrou no estádio, ele passou por outro detector, que novamente mostrou radiação e ele teve que explicar tudo novamente. Mas foi algo muito pequeno mediante ao que estávamos preparados”.

Com o fim dos jogos na capital potiguar, o CICCR vai passar aos poucos para a gestão do Governo, que deslocará todo o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) para o local. Toda essa mudança tem data final prevista para o dia 18 de julho. “Aqui vamos ter todos os órgãos da segurança pública funcionando. Também convocamos outros órgãos para trabalhar aqui. O CICCR mostrou que se todos os órgãos estiverem no mesmo local, a resposta para as ocorrências será muito mais rápida”, destacou Eliéser Girão.

Questionado sobre o custo que o Estado terá para manter o Ciosp no local, Eliéser disse que não tem “bola de cristal”. “Olha, eu não tenho bola de cristal para responder isso. Não sei qual o custo que teremos. Sei que a segurança pública tem que ser feita aqui. Se ela não for feita aqui, nós não teremos a qualidade no atendimento para a população que nós tivemos durante a Copa do Mundo”.

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