Seis pessoas assassinadas em mais uma noite violenta na Região Metropolitana de Natal
A noite desta última sexta-feira (25) foi uma das mais violentas de janeiro na Região Metropolitana de Natal. Seis pessoas foram executadas a tiros em um curto intervalo de três horas, conforme informações da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Em todos os casos, os assassinos conseguiram fugir sem deixar rastros e continuam sendo procurados.
Dos seis homicídios, quatro ocorreram na capital, nos bairros da Ribeira, Potengi e Redinha. No primeiro, um homem ainda não identificado foi encontrado sem vida na Rua 15 de Novembro, próximo ao prédio da Receita Federal. Testemunhas informaram aos policiais militares do 1º Batalhão que o crime foi cometido por dois homens que estavam em uma motocicleta, por volta das 22h.
Eles teriam abordado a vítima no momento em que ela caminhava pela rua e, sem dizer nada, efetuaram os disparos contra o homem e fugiram em seguida, em direção ao bairro das Rocas, também na zona Leste. O corpo do desconhecido ficou caído próximo ao meio-fio, até a chegada dos peritos do Instituto Técnico Científico de Polícia do Estado (Itep/RN).
O segundo crime também aconteceu por volta das 22h, quando um homem foi morto e outro, ferido sem gravidade. Jackson Jerlano Rebouças tinha 21 anos e foi executado com três disparos de espingarda calibre 12. Antes, porém, ele chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Santa Catarina, mas não resistiu.
Conforme o oficial de operações do 4º Batalhão, a vítima foi atacada por desconhecidos que estavam em um Fiat Palio de cor escura, não identificado, que se aproximaram e efetuaram os disparos. Jackson estava sentado em frente à sua residência, na Rua do Juazeiro. A Polícia ainda realizou buscas na região, mas não conseguiu encontrar nenhum veículo com as características mencionadas pelas testemunhas.
Já os dois últimos assassinatos ocorridos na capital foram no bairro da Redinha, às 23h20, quando os amigos Jamacy Gomes da Silva e Carlos Alberto Félix do Nascimento foram atacados a tiros por dois homens que estavam em uma motocicleta vermelha. Os criminosos ainda tiveram o apoio de homens que seguiam em um veículo de cor cinza, não identificado pelas testemunhas.
Conforme informações da Polícia Militar, ainda não se sabe o que teria motivado o fato, mas o que se sabe é que o alvo dos assassinos era Jamacy e que Carlos Alberto foi atingido pelos tiros e morreu porque estava próximo ao amigo no momento dos disparos. Ele, inclusive, ainda chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Walfredo Gurgel, no bairro do Tirol, mas morreu pouco tempo depois de chegar à unidade.
As testemunhas disseram que Jamacy, que é comerciante e possuía uma lanchonete-móvel, estava trabalhando quando foi atacado, sem chance de defesa. Carlos Alberto estava perto dele e também foi atingido pelos tiros, sendo socorrido pelos presentes. A Polícia foi chamada, fez buscas na região, sem sucesso.
Mortes também em Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante
A primeira morte da noite da última sexta-feira (25) ocorreu na comunidade de Guandubas e a vítima foi identificada como Fabiano Marques da Silva, de 28 anos. De acordo com o 11º Batalhão da Polícia Militar, o corpo da vítima foi encontrado em uma estrada carroçável de São Gonçalo do Amarante e não há pistas de quem possa ter cometido o homicídio.
A suspeita é de acerto de contas por causa do tráfico de drogas, já que os familiares da vítima disseram que ela era usuária de entorpecentes há alguns anos e que podia estar endividado com traficantes da região. Após a localização do cadáver, os peritos do Itep/RN foram acionados para a remoção e perícia.
Já em Ceará-Mirim, David da Silva Oliveira foi baleado e morto por dois homens quando caminhava pelo conjunto Vale do Amanhecer, próximo a um estabelecimento comercial. Ele estava acompanhado por Maxwell Rodrigues, que também foi atingido, de raspão, e socorrido para Natal. Ele não corre risco de morte.
Atingido por quatro disparos, o adolescente morreu no local, antes da chegada da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi notificado e chamado pelas testemunhas do crime. Diligências foram feitas na localidade, sem que nenhum dos acusados fosse localizado.
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