Seleção se concentra em Teresópolis para Felipão blindar time de badalação

CBF decidiu que toda preparação antes de jogos da Copa será na cidade serrana, diferente da Copa das Confederações

Técnico Felipão quer afastar atletas das "tentações" carioca. Foto:Divulgação
Técnico Felipão quer afastar atletas das “tentações” carioca. Foto:Divulgação

A CBF decidiu na quarta-feira que, ao contrário da Copa das Confederações, a preparação da seleção brasileira durante a Copa do Mundo em junho e julho será concentrada exclusivamente na Granja Comary, em Teresópolis. O Brasil voltará para a cidade serrana do Rio de Janeiro depois de todos seus jogos. Há um ano, a equipe viajou apenas entre as cidades-sede. A medida agrada muito a Luiz Felipe Scolari. Ele acredita que assim vai evitar um clima de oba-oba em torno dos seus comandados.

Em Salvador e Fortaleza, cidades por onde o Brasil jogou na primeira fase, houve muita movimentação em torno da seleção em treinos e nos hotéis da delegação. Felipão gosta de um pouco de tranquilidade no trabalho de campo e por isso acredita que se isolar em Teresópolis, ainda que abrindo esporadicamente o espaço para torcedores, será mais saudável para o time.

Na capital cearense, antes da partida contra o México pela Copa das Confederações, a intenção de Felipão era treinar com portões fechados no Estádio Presidente Vargas, porém, milhares de torcedores foram ao local e os portões precisaram ser abertos para evitar tumultos maiores.

No Seminário de seleções que a Fifa conduz em Florianópolis nesta semana ficou acertado que as seleções só precisam treinar e participar da entrevista oficial de uma partida apenas na véspera de um jogo na cidade onde vai jogar. Assim, o Brasil vai estrear contra a Croácia no dia 12 de junho em São Paulo, voltará para Teresópolis, e depois, dia 15, vai a Fortaleza para pegar o México. E assim será até o final da Copa, se lá chegar.

O treinador quer que os jogadores tenham na Granja Comary uma casa onde possam ir a todos os cômodos e espaços sem alguém para incomodar. “A análise que fizemos é de que a Granja Comary é a nossa casa. Por isso voltaremos para lá. Ficamos à vontade. Nos hotéis não tem essa liberdade”, disse o técnico. “Torcedor gosta de estar próximo, participar, mas é impossível. Nós vamos dar a oportunidade dentro de um contexto de manter o foco dos jogadores”, completou.

Na quarta-feira, o treinador disse também que pretende abrir ao menos um treino ao longo da Copa. Mas disse que pouco pode fazer para aumentar esse número.

Culpou a Fifa por isso. Mesma tática que usou há um ano, na Copa das Confederações, quando a entidade pediu para que os treinos da seleção não fossem abertos. Em Salvador, uma multidão esperou os portões se abrirem para treino antes de jogo contra a Itália, mas terminaram frustrados.

“Temos uma ideia, sim, de treino aberto. A Fifa exige um treino aberto no mínimo. Vamos bolar alguma coisa e vamos passar depois. Os treinos abertos serem na Granja Comary é muito difícil. Dependemos de autorização da Fifa, podem não acontecer lá, mas em outro local quando tivermos garantias e não infringirmos alguma regra que nos deixe constrangidos”, disse o técnico.

O treinador reforçou o discurso que espera o torcedor próximo à seleção, mas preferencialmente como um 12º jogador nos estádios, numa atmosfera parecida à da campanha que conduziu o time ao título da Copa da Confederações. Nos treinos, ao contrário, o local será mais exclusivo.

Fonte:IG

Compartilhar: