Sem caminhonetes, Bombeiros ‘selecionam’ ocorrências de incêndio

Sem o pagamento de R$ 725,7 mil por parte do Idema, três caminhonetes estão paradas e apenas cinco das 60 ocorrências diárias são atendidas

Com a falta de pagamento, a empresa responsável pelo equipamento já ameaçou tomar os veículos. Foto: Wellington Rocha
Com a falta de pagamento, a empresa responsável pelo equipamento já ameaçou tomar os veículos. Foto: Wellington Rocha

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte está com o serviço da Operação Abrace o Meio Ambiente, que visa combater o chamado “fogo no mato”, afetado pela falta de três caminhonetes que eram utilizadas para combater os incêndios. O motivo é que o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), com quem o Corpo de Bombeiros firmou um convênio, não pagou uma parcela para a empresa fornecedora dos veículos.

De um total de R$ 3,27 milhões, o Idema quitou um total de R$ 2,54 milhões, o que deixa o déficit de R$ 725,7 mil. Com o problema, várias ocorrências estão deixando de serem atendidas e os Bombeiros precisam ‘selecionar’ as mais graves. Além disso, os pequenos incêndios correm o risco de se alastrar. “Como estamos em uma época de clima seco, o número de ocorrências aumenta na questão de fogo no mato. Temos uma média diária de 60 ocorrências, mas só podemos atender cinco. Além disso, esses veículos que estão parados são mais rápidos e assim chegamos aos locais com o incêndio ainda baixo. Como estamos sem esses carros, temos que enviar as viaturas maiores, que são mais lentas. Quando chegamos, os incêndios já estão maiores”, explicou o Tenente Rafael Paulo, chefe do setor de convênios do Corpo de Bombeiros.

Com a falta de pagamento, a empresa responsável pelo equipamento já ameaçou tomar os veículos. “A parcela era para ter sido paga no ano passado, mas isso não aconteceu. Os veículos já estão parados e a empresa, com todo o direito, já vem ameaçando tomá-los de volta. Então estamos de mãos atadas e esperando que isso se resolva o mais rápido possível”, frisou o Tenente Christiano Couceiro, assessor do Corpo de Bombeiros.

Idema deu prazo de dois meses para pagar dívida

Admitindo que está em dívida, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente explicou a situação e deu um prazo de 60 dias para efetuar o pagamento. “O Idema passou por problemas financeiros no ano passado e realmente não teve como fazer o pagamento dessa parcela. Agora estamos abrindo o orçamento do ano e a diretoria deu um prazo de dois meses para fazer esse pagamento”, destacou Camilo Torquato, assessor de imprensa do Idema.

De acordo com o assessor, o convênio firmado entre Corpo de Bombeiros e Idema acabou no ano passado, mas como o órgão não tinha feito o pagamento dessa parcela, outro contrato foi assinado no dia sete de fevereiro, no qual ficou acordado que o Instituto tem até o dia 21 de agosto para fazer o pagamento.

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