Sem pagamento de prefeitura, fossa do Sandra Celeste invade a cozinha

Sem pagamento da Prefeitura, imunizadora que realizava o serviço de limpeza da fossa interrompeu o serviço

Sem pagamento da Prefeitura, imunizadora que realizava o serviço de limpeza da fossa interrompeu o serviço. Foto: Divulgação
Sem pagamento da Prefeitura, imunizadora que realizava o serviço de limpeza da fossa interrompeu o serviço. Foto: Divulgação

Os servidores e pacientes do Pronto Socorro Infantil Dra. Sandra Celeste estão enfrentando um problema que, além de comprometer o atendimento, pode afetar a saúde dos usuários e funcionários. Na manhã de terça-feira (1), a cozinha do Pronto Socorro ficou alagada devido ao vazamento da fossa do lugar, que encheu e impossibilitou o uso de pias e banheiros.

Hoje, quarta-feira (2), o problema persiste. O Pronto Socorro encontra-se sem água e a cozinha e os banheiros estão interditados. Devido a isso, os pacientes e servidores precisaram almoçar quentinhas.

Segundo uma das técnicas de enfermagem do Sandra Celeste, Ilka Oliveira, o problema é recorrente, mas sempre que acontecia a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) enviava uma empresa imunizadora para fazer a limpeza da fossa. Porém, a empresa está sem receber pagamento e interrompeu o serviço à Prefeitura. Com isso, os servidores foram obrigados a trabalhar com o mal cheiro e sem utilizar os banheiros ou lavar as mãos para fazer os atendimentos.

Os servidores tiveram que finalizar o preparo do almoço de ontem em meio à água suja que inundou a copa. Também foi difícil preparar o jantar que, segundo Ilka, geralmente é feito com sobras do almoço. O preparo da alimentação nessas condições oferece riscos de infecção, principalmente às crianças que são atendidas diariamente no local.

À noite, os funcionários ameaçaram parar o serviço, mas foram impedidos pela direção do Pronto Socorro, que conseguiu que um carro da CAERN fizesse a retirada da água da fossa. Porém, a solução paliativa não durou mais que uma noite. Nesta quarta, a fossa voltou a encher e já alaga novamente a copa.

“Dois banheiros de pacientes já estão há meses interditados e agora, com esse problema da fossa, não podemos nem lavar as mãos para cuidar das crianças, sem falar no mal cheiro que tomou conta de tudo. Está praticamente impossível trabalhar nessas condições, reclama Ilka.

 

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