SEM PREFEITO

Para muitos, é natural o fato de Natal ficar sem prefeito por quase duas semanas. Não é. Independente da rotina…

Para muitos, é natural o fato de Natal ficar sem prefeito por quase duas semanas. Não é. Independente da rotina administrativa que segue sem a presença do chefe do Executivo, é grave o fato de que uma cidade fica oficialmente sem o gestor, apesar da presença da vice na cidade e do presidente da Câmara.

TEMOR

A providência inicial a ser tomada por Wilma de Faria, vice-prefeita e substituta legal e imediata do prefeito Carlos Eduardo, deveria ter sido comunicar ao Legislativo que iria ou não assumir o mandato na ausência do titular. Nada fez e passou temor de assumir por causa da inelegibilidade a que ficaria exposta.

FRAUDE

Feio o papel de Wilma nesse episódio. E fica cada vez mais feio. Afinal, todo mundo sabe que ela estava em Natal em todo esse período e não assumiu o mandato e nem justificou sua ausência da responsabilidade legal. Agora, ensaia uma viagem para fora do Estado, com cheiro forte de fraude, armação para não assumir o cargo. Papelão.

PROBLEMA

Wilma de Faria conseguiu arranjar mais um problema no Judiciário. Como o processo caiu nas mãos de um dos mais sérios, inabordáveis e corajosos juízes desse Estado, Luiz Alberto Dantas Filho, qualquer tentativa de ludibriar a Justiça, terá conseqüências sérias para sua condição de elegebilidade para o pleito de outubro. Ou seja: Wilma vai registrar sua candidatura ao Senado já com possibilidade de impugnação por causa desse problema provocado pela ausência de Carlos Eduardo.

RELAÇÃO

O mínimo que podemos depreender da viagem internacional do prefeito Carlos Eduardo sem sequer comunicar a sua vice-prefeita, é que o velho ditado cunhado pelo filho de Agnelo de que ‘vice é vice’, está valendo com força para seu novo mandato. Afinal, é injustificado que, se há uma boa relação entre ambos, o prefeito não tenha sequer telefonado para sua vice. Não é natural. Há algo a mais nessa sincera hipocrisia que recheia as relações entre os políticos.

SUMIDO

O presidente da Câmara de Vereadores de Natal, Albert Dickson, também sumiu para evitar cumprir seu papel constitucional de assumir a Prefeitura em caso de negativa de Wilma. Não disse que não iria assumir, nem justificou sua ausência. Repetiu mesmo erro da vice sumida.

PREOCUPAÇÃO

A aliança entre o PSD do vice-governador Robinson Faria e o PT da deputada Fátima Bezerra, caminha para se consolidar. Porém, por mais incrível que possa parecer, o presidente estadual do PT, Eraldo Paiva, está mais preocupado com sua possível candidatura a deputado estadual do que com o fechamento da aliança com a chapa majoritária.

SUSPEITA

Já há, dentro do PT, quem suspeite dos reais interesses de Eraldo Paiva em travar o fechamento da chapa majoritária em detrimento da proporcional. Uns dizem que ele está a serviço do prefeito de São Gonçalo, Jaime Calado, cunhado de João Maia, vice de Henrique. Pode fazer sentido. Eraldo é vereador no município e mantém ótima relação com o prefeito.

SUSPEITA II

O posicionamento de Eraldo Paiva também é visto com suspeita quando ele sinaliza aliança com Kelps Lima e Fábio Dantas, ambos bem mais próximos de uma aliança com o PMDB de Henrique do que com a chapa que Eraldo vai apoiar. O pai de Fábio é prefeito de São José de Mipibu pelo PMDB; Kelps tem seguido sempre a linha do presidente da Assembleia, Ricardo Motta, que há tempos anunciou apoio a Henrique e Wilma. Ou seja: qual o real interesse da dupla em formar aliança com o PT? Provocar uma divisão na coligação que faz oposição a Henrique e Wilma.

CONCILIADOR

O procurador-geral do Estado, Miguel Josino, teve papel fundamental nas negociações com as associações de Policiais Militares e o Governo. Com perfil conciliador e bom argumentador, Josino não usurpou as funções dos demais integrantes do Governo, mas soube complementar os colegas e chegar ao consenso.

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