SEMELHANÇA

A governadora Rosalba Ciarlini seguiu à risca os mesmos passos equivocados de administrar e de fazer política da ex-prefeita Micarla…

A governadora Rosalba Ciarlini seguiu à risca os mesmos passos equivocados de administrar e de fazer política da ex-prefeita Micarla de Sousa. O resultado é o mesmo da Borboleta: reprovação generalizada e isolamento político.

FORÇA

Porém, mesmo com todas as características de semelhança com Micarla, a governadora Rosalba Ciarlini tem algo comum a todo Governo: a força da máquina. Esse tipo de força não é suficiente para eleger ninguém, mas é indiscutível o poder que tem para ‘deseleger’.

ALVO

Diante da impossibilidade de ter força para se eleger novamente, a governadora Rosalba Ciarlini, via o governador de fato, Carlos Augusto Rosado, já estabeleceu pelo menos um projeto político para este ano: deseleger Wilma de Faria.

ATO FALHO

A estratégia de Carlos Augusto é mirar nas bases de Wilma. Foi justamente por isso que a Rosa chamou Fátima Bezerra de ‘nossa senadora’. Segundo um mossoroense com trânsito na casa Rosado, não houve ato falho por parte da governadora, foi um aviso de que o DEM que está no poder quer mandar recados para Agripino e para Wilma e deverá, mesmo por vias indiretas, ajudar a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado.

CONSTATAÇÃO

Por falar em Rosalba, o competente jornalista Carlos Santos, sintetizou em seu blog, a avaliação da Rosa: “Nunca antes na história política do Rio Grande do Norte, um governante ficou fora das discussões e articulações de sua própria sucessão. É o caso de Rosalba Ciarlini. É ignorada. Ninguém lembra seu nome ou a procura para qualquer reunião partidária ou interpartidária. Um fim melancólico, antecedido no pleito municipal de 2012 por aviso de que o pior estava por vir. Nas eleições daquele ano, ela já tinha sido colocada longe de quase todos os municípios. Nenhum aliado, à exceção de três ou quatro candidatos a prefeito, se arriscaram a tê-la em palanque”.

CONSTATAÇÃO II

Carlos Santos conclui: “No mesmo período de sua gestão, não foi apenas o Rio Grande do Norte que encolheu. Seu partido, idem. Não teve qualquer adesão de prefeito ou liderança expressiva, algo incomum para quem está no poder. Na Assembleia Legislativa, da larga vantagem obtida no início da gestão, há meses convive com desvantagem numérica e a frieza dos parlamentares que sobraram na base. Dos partidos que a apoiaram na eleição de 2010, quase nenhum permanece em seu entorno e o próprio DEM avisou que não lhe dará legenda à tentativa de reeleição. Que coisa!”

RACHA

O G10, grupo que agregava cerca de 10 partidos políticos e iria tomar posição em conjunto, rachou antes da Semana Santa. Uma parte do grupo vai anunciar apoio ao nome de Henrique e outra pretende continuar com a candidatura própria do advogado Araken Farias.

TÍTULO

O vereador Luiz Almir vai homenagear o médico Jorge Pinheiro com o título de cidadão natalense. Pinheiro é de fortaleza, onde comanda o plano de saúde Hap Vida e também é sócio majoritário da TV Ponta Negra.

MÁQUINA

Quem estiver pensando que o prefeito Carlos Eduardo vai transformar seu apoio político em uso da estrutura oficial, está enganado. O filho de Agnelo não vai permitir que a máquina pública municipal seja usada em proveito de nenhuma candidatura; incluindo a do próprio pai, que vai tentar a reeleição para a Assembleia. Se algum auxiliar tentar, será exonerado.

DITADURA

O golpe militar de 1964 completa 50 anos nesta segunda-feira. Aqui no RN, há alguns símbolos de resistência ao regime. Um deles, o macauense ex-deputado e ex-sindicalista Floriano Bezerra de Araújo, será lembrado em eventos que marcam um período triste de nossa história. Floriano é exemplo vivo de seriedade, resistência e convicção de seus valores e suas idéias. A tortura não conseguiu violentar sua integridade.

INFLUÊNCIA

Três viaturas da Polícia Federal estiveram ontem em Macau e agitaram a cidade com a presença. O alvo não foi o esquema de corrupção que vem sendo investigado. A PF foi buscar um caminhão frigorífico do ministério da pesca que estava sendo usado indevidamente por correligionários do prefeito Kerginaldo Pinto e do ex-prefeito Flávio Veras. Quando o caminhão deixou a cidade, Flávio disse que havia ligado para Henrique Alves, que prometeu resolver o problema.

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