Seminário de São Pedro celebra 95 anos de fundação em Natal

As comemorações também coincidem com o Curso do Clero, para a atualização e reciclagem dos padres

Programação festiva e religiosa começa hoje e prossegue até a quinta-feira (20). Foto: Wellington Rocha
Programação festiva e religiosa começa hoje e prossegue até a quinta-feira (20). Foto: Wellington Rocha

O tradicional Seminário de São Pedro, da Arquidiocese de Natal, está completando 95 anos e para celebrar a data realiza a partir de hoje uma programação festiva e religiosa. Às 19h desta segunda-feira e até a próxima quarta-feira (19), no mesmo horário, vão ser realizadas celebrações na própria sede, localizada na Avenida Campos Sales, no bairro do Tirol, seguidas de atrações culturais. Cada noite também haverá uma reflexão sobre a temática da identidade da vida sacerdotal. Já na quinta-feira (20), encerrando as comemorações, vai acontecer a ordenação diaconal de quatro seminaristas com celebração presidida pelo Arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, às 17h, na Catedral Metropolitana de Natal. As comemorações também coincidem com o Curso do Clero, para a atualização e reciclagem dos padres, realizado anualmente pela Arquidiocese de Natal.

Padre Nazareno, reitor do Seminário de São Pedro, explica que a instituição foi fundada em 16 de fevereiro de 1919, por Dom Marcolino Dantas e já foi responsável pela formação de 200 sacerdotes, entre eles, personalidades como Dom Eugênio de Araújo Sales, Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Jaime Viera Rocha. “Também temos muitos profissionais liberais, comerciante e figuras importante da sociedade potiguar formadas aqui, pessoas que não seguiram a carreira sacerdotal, mas se tornaram bons cristãos”, destacou o reitor, que está à frente do Seminário há apenas seis meses.

Segundo Padre Nazareno, o convite aceito veio como um grande desafio. “A vida na paróquia é mais tranquila e aqui temos que ficar 24 horas ligado. O reitor é uma espécie de pai, que escuta, orienta e acolhe, nos momentos mais difíceis e de dúvidas. Mas é importante destacar que trabalhamos com uma equipe multidisciplinar, formada também pelo vice-reitor Francisco Ferreira, além de diretores espirituais e de estudo. O Seminário é uma sementeira que forma não só sacerdotes, mas homens, cidadãos e cristãos para um mundo melhor. Procuramos trabalhar e manter vivas as virtudes cristãs”.

A preparação para padre dura oito anos de duração, período em que o seminarista tira todas as dúvidas sobre a carreira sacerdotal e confirma ou não a vocação religiosa. “O primeiro ano é voltado para encontros vocacionais, realizados uma vez ao mês, sempre nos sábados ou domingos. A maioria é formada por jovens que terminam o Ensino Médio. Uma equipe do seminário faz o acompanhamento destes jovens e no final do ano é selecionado um grupo entre oito e dez jovens. O segundo ano é o ano propedêutico, que é uma espécie de ano introdutório, acontece em Emáus e os jovens já são internos. Após estes dois anos, é que começam os oito anos de formação sacerdotal e durante o período, quatro anos são dedicados à graduação de Filosofia e quatro anos à graduação de Teologia. Terminadas as etapas é verificado se há a aptidão para a vida religiosa e dependendo do caso, orientamos a não seguir na vida religiosa”, disse Padre Nazareno.

Segundo o reitor, cerca de 30 a 40 candidatos a padre desistem no meio da formação. A rotina diária inclui orações, estudos, palestras e cursos de formação, além da limpeza do Seminário. Também é permitida a visitação das famílias e uma vez por ano é realizado um grande encontro entre os familiares e amigos dos seminaristas.

Pedro Rafael está no Seminário há dois anos, mas conta que já tem a certeza que está no caminho certo para a realização do seu projeto de vida. “Desde a infância, em Jardim de Angicos, já havia despertado para a vocação. Conversei com o pároco, esperei terminar os meus estudos e entrei no Seminário. Existem momentos difíceis e existem momentos bons, mas faz parte da vocação. Para renunciar é preciso primeiramente sofrer aquilo que se quer renunciar. Há as tribulações, mas isso é que deixa mais forte a certeza da nossa vocação”, pontuou.

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