Seminário definirá Comitê Local de Proteção de Crianças e Adolescentes

Evento é voltado para o planejamento estratégico de proteção ao público infanto-juvenil durante grandes eventos, em especial, a Copa do Mundo.

Proposta definida hoje é que seja promovido debate com todos os atores envolvidos. Foto: Heracles Dantas
Proposta definida hoje é que seja promovido debate com todos os atores envolvidos. Foto: Heracles Dantas

Os agentes envolvidos na defesa e proteção dos direitos da criança e dos adolescentes estão participando até amanhã (25), no auditório do Ministério Público do Trabalho, localizado no bairro de Lagoa Nova, zona sul de Natal, de um seminário voltado para o planejamento estratégico de proteção ao público infanto-juvenil durante grandes eventos, em especial, a Copa do Mundo.

A proposta é que seja promovido um debate com todos os atores envolvidos sobre o assunto e seja formado um Comitê Local, seguindo a orientação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que institui a criação das Agendas de Convergência para proteção da infância nas 12 cidades sedes da Copa.

De acordo com Maria José de Medeiros, secretária adjunta da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semtas), desde o ano passado, Natal vem desenvolvendo uma agenda de convergência de proteção às crianças e adolescentes em situação de risco social. “Vamos utilizar a experiência do trabalho de alguns agentes na Copa das Confederações e junto com Carlos Simões, o coordenador do Comitê Local de Proteção de Crianças e Adolescentes na Copa de 2014, em Porto Alegre, vamos elaborar um planejamento estratégico. A Semtas já tem um planejamento para a o Fifa Fan Fest, com plantões integrados, centro de convivência temporários para adolescentes em situação de risco e espaço de identificação e proteção à criança e ao adolescente, que é uma exigência da Fifa. A Semtas já experiência em eventos como o Carnatal, mas a Copa é um grande evento e vai ser um teste importante,”, pontuou.

A promotora de Justiça Gerliana Araújo Rocha, coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias da Infância e da Juventude, explicou que o Ministério Público funcionará como um articulador das entidades e fiscalizador das ações definidas para cada ente dentro do planejamento estratégico. “O grande diferencial para o sucesso deste trabalho é a integração e comprometimento dos envolvidos. Temos várias dificuldades a serem enfrentadas, como a falta de verba específica, mas temos força de trabalho. Estivemos recentemente em Brasília nos reunindo com os representantes de comitês e acreditamos que a Copa vai trazer como ponto positivo uma grande articulação da rede de proteção da infância e adolescência”.

Para Carlos Fernando Simões Filho, coordenador do Comitê Local de Proteção de Crianças e Adolescentes na Copa de 2014, em Porto Alegre, e convidado para intermediar o evento, é necessário a integração do governo e sociedade civil, por meio do compartilhamento das responsabilidades. “Hoje vamos expor nossas ideias, as dificuldades e após fazer este levantamento vamos eleger metas e definir o papel de cada um com prazos para serem cumpridos até 11 de junho”.

 

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