Semob registra 102 mil multas de trânsito em 2012
A cada três veículos que transitam nas ruas de Natal, um foi multado em 2012. Grosso modo, é o que atestam números liberados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) sobre infrações ocorridas no período. Com uma frota de 350 mil carros, motos, ônibus e caminhões, nada menos de 102 mil multas foram registradas (um aumento de 8% em relação a 2011). Os principais motivos são o excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e o uso do celular ao volante.
Carlos Eugênio, inspetor chefe de trânsito da Semob, comanda uma equipe com 90 agentes que, em momentos de maior fluxo, dispõe de até um terço do contingente nas ruas ao mesmo tempo. Pouco para o tamanho da cidade, com novas vias construídas todos os meses e o aumento descontrolado da frota – mesmo com o ataque de economistas à política voltada para o consumo estimulada pelo Governo Federal.
“Mas, acima do aumento do número de carros, vem à falta de educação das pessoas. Quem mais multa não somos nós [agentes], mas a fiscalização eletrônica. Sem contar o celular que, com as redes sociais, tem piorado a situação. Se você for em qualquer avenida no horário de mais movimento, vê muita gente com o aparelho na orelha, mesmo sabendo que pode ser multada”, diz Carlos Eugênio.
A mesma intensificação do Código Nacional de Trânsito, proposta pela Lei Seca, para demais infrações teria efeito questionável, segundo Carlos Eugênio. “O Código já existe, é bom e não precisa mudar. O principal seria fazer cursos de direção defensiva com maior freqüência, para ensinar e mostrar o desrespeito que existe”. Uma das reclamações recai sobre a mania de condutores fecharem cruzamentos com o sinal de seu sentido já fechados.
“O ponto crítico é entre a Salgado Filho e a Bernardo Vieira. Ali temos feito uma fiscalização mais intensa, após recebermos várias denúncias de que o sinal abria mas o fluxo mantinha-se interrompido por vários condutores da faixa contrária”, Mudanças realizadas pela engenharia de trânsito, como as das avenidas Lima e Silva e Romualdo Galvão, são paliativos dentro de um problema urbano que tem piorado nos últimos anos.
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