Semsur não estabelece prazo para transferência de camelôs no Centro de Natal

Demarcação da área foi iniciada, mas bancas ainda não estão prontas

um atraso na obra que está sendo feita no calçadão, para receber os comerciantes, impediu a transferência dos camelôs que continuam trabalhando na avenida Rio Branco. Foto: José Aldenir
um atraso na obra que está sendo feita no calçadão, para receber os comerciantes, impediu a transferência dos camelôs que continuam trabalhando na avenida Rio Branco. Foto: José Aldenir

Desde o mês de dezembro caminhar pelas calçadas da avenida Rio Branco, no centro da cidade, está bem mais tranquilo. Em função da grande quantidade de comerciantes ambulantes, as calçadas estavam quase intransitáveis. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) iniciou um trabalho de reordenação do comércio informal da Cidade Alta no final do ano passado e a expectativa é que a partir de dois de janeiro não existisse mais nenhum camelô na Avenida Rio Branco, pois eles seriam deslocados para o calçadão da Rua João Pessoa e ruas adjacentes. No entanto, um atraso na obra que está sendo feita no calçadão, para receber os comerciantes, impediu a transferência dos camelôs que continuam trabalhando na avenida Rio Branco. Hoje, não há prazo estabelecido pela Secretaria para que a principal via do centro comercial de Natal esteja sem nenhum comerciante informal.

A Semsur informou que os camelôs ainda não foram transferidos porque a obra que está sendo realizada no calçadão da Rua João Pessoa sofreu atraso em função da falta de material e das chuvas que caíram nos últimos dias. Além disso, parte da obra na calçada foi destruída por alguns veículos que estacionaram em locais proibidos. Em função disso, foi necessária a interdição da rua para o trânsito de veículos, quanto o calçadão para os pedestres. Hoje pela manhã, uma equipe de mais de dez homens estava concluindo o trabalho de demarcação da área onde os comerciantes irão trabalhar.

A Semsur espera concluir a negociação junto a iniciativa privada, uma empresa de telefonia, para aquisição das bancas que serão disponibilizadas para os comerciantes. As bancas serão padronizadas e os comerciantes só irão para os novos espaços quando estas ficarem prontas. Porém, não há prazo para que estas bancas fiquem prontas. Por enquanto, a presença dos fiscais da Semsur diariamente pelas ruas do Centro impede o comércio dos ambulantes que não estão cadastrados.

A secretária adjunta de Serviços Urbanos, Fátima Lima, conta que o trabalho começou desde o mês de fevereiro. Inicialmente, os técnicos da Secretaria identificaram as áreas para colocação do comércio informal. Depois foi feito um censo envolvendo todos os trabalhadores, seguido de reuniões para começar a discutir a licença e o espaço de atuação. O censo foi realizado com 172 pessoas, onde 115 foram licenciados. Os demais, 31 são comércio de fogo, que não pode ser licenciado, 16 comércio de DVDs e CDs, que são contravenção, e 10 tinham boxes no Shopping Comercial. “Se ele já tinha um espaço público, ele não poderia receber outra licença, ocupando o lugar daquele que não trabalhava em nenhum lugar”, afirmou.

Concluída essa fase de ordenação do comércio informal, a atenção se voltará para o Camelódromo do Centro. A secretária adjunta Fátima Lima conta que está sendo realizado um senso no camelódromo e será feito um trabalho para deixá-lo mais atrativo. “Vamos trabalhar o espaço para que ele seja atrativo e que os comerciantes tenham o ponto funcionando”, afirmou a secretária.

O comerciante ambulante Manoel Udeilson trabalha no centro da Cidade desde 1978. Ele tinha um box no camelódromo, mas em função do movimento fraco ele preferiu vender o box e trabalhar apenas como vendedor ambulante. Com isso, ele passou 12 anos trabalhando fora do Centro da Cidade. Há dois anos ele voltou para o local. Hoje, ele tem um ponto na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua João Pessoa e é um dos cadastrados a ir para o calçadão da Rua João Pessoa.

“Não nos informaram quando iremos para lá, mas enquanto isso continuamos fazendo o nosso trabalho aqui. Esperamos poder ficar aqui até o carnaval, pois trabalhamos mais a vontade. Hoje, o comércio está bem mais organizado e imaginamos que quando formos para a João Pessoa ficará melhor ainda. Com as calçadas vagas, podemos vender melhor e as pessoas podem caminhar com mais tranquilidade. Quando as coisas estão organizadas, tudo funciona melhor”, destacou o comerciante Manoel Udeilson.

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