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(Rio de Janeiro) – Assunto fora de discussão no Palácio Guanabara, porque tem final determinado pelas circunstâncias políticas da campanha…

(Rio de Janeiro) – Assunto fora de discussão no Palácio Guanabara, porque tem final determinado pelas circunstâncias políticas da campanha estadual. Sérgio Cabral, filho, transfere o poder ao sucessor constitucional, Luiz Fernando Pezão, imediatamente após o PT entregar os cargos comissionados que ocupa no governo do PMDB.

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Previa-se a troca de comando em 31 de março. Portanto, cinco dias antes do prazo de desincompatibilização na hipótese de Cabral concorrer a mandato na eleição de outubro. A volta ao Senado seria o objetivo dele. Os desentendimentos entre as duas legendas levam à antecipação. É possível que 28 de fevereiro seja a nova data.

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O vice Pezão, lançado à titularidade, amplia, assim, em um mês o tempo de abrir frentes de apoio até o fechamento das urnas de outubro. As intenções de voto nele são insuficientes para levá-lo ao segundo turno. Em pesquisa da semana passada, ele subiu um degrau, apenas.  Passou do sexto para o quinto lugar. Cesar Maia (DEM) mantém-se no quarto; Lindbergh Farias (PT), no terceiro; e, na segunda posição, Marcelo Crivella (PRB).

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Quem está na frente é Anthony Garotinho, ex-governante fluminense e líder do PR na Câmara dos Deputados. (WG).

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Lenha na fogueira
Uma mera observação, nada mais.
Via de regra, os políticos não gostam de Dilma Rousseff.

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E a recíproca parece verdadeira.

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Hora de inflexão
Um PDT vulnerável nos pleitos estaduais deste ano.
Duas causas: enclaves hostis ao presidente nacional, Carlos Lupi (RJ), e vaidades de dirigentes regionais.
Nas disputas de outubro para governador, tem chance mínima (*).

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Afora Mato Grosso, onde tem Pedro Taques (foto) como porta-bandeira, o trabalhismo democrático vive momento de desesperança.

Taques, procurador licenciado e orador envolvente, estreou na política com vitória. Em 2010, ganhou o mandato de senador. Prestes a completar 46 anos de idade, o professor de Direito Constitucional é o único pedetista bem posicionado na corrida ao Executivo.

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(*) Embora passe por fase de desalento, o PDT tem cinco senadores. Além de Pedro Taques, Acir Gurgacz (RO), Cristovam Buarque (DF), João Durval (BA) e Zezé Perrela (MG). Governa duas capitais: Natal (Carlos Eduardo Alves) e Porto Alegre (José Fortunati).

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– Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) aperfeiçoa o exercício da paciência. O presidente da Câmara dos Deputados silencia, apesar de criticado, constantemente, pelo primeiro-vice da Casa, André Vargas (PT-PR).
–  O PPS oficializa apoio ao projeto eleitoral do PSB, dia 31. Cerimônia em São Paulo, com discursos do candidato ao Planalto, Eduardo Campos; da possível companheira de chapa, Marina Silva; e de Roberto Freire, presidente do popular-socialismo.
– Momento de turbulência no PSD. Gilberto Kassab, fundador e principal referência da sigla, está sob a pressão do Ministério Público.  Promotores cobram-lhe explicações plausíveis sobre a inspeção veicular à época em que foi prefeito de São Paulo.
–  Amanhã, o PTC (Partido Trabalhista Cristão) apresenta-se em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e televisão (20h30 às 20h35).
– Natal está no roteiro desta semana do presidente nacional do PT. Rui Falcão, deputado estadual paulista, faz consulta aos companheiros do Rio Grande do Norte. Nem precisa. No estado, o petismo não tem voto de decisão. É linha auxiliar.
– Cuide do seu filho, antes que um traficante de drogas o adote.
–  Depois da Copa do Mundo, Gilberto Carvalho dá férias ao paletó de secretário-geral da Presidência da República e entra, em mangas de camisa, na campanha de renovação do mandato da senhora Rousseff.
–  Senador-presidente do DEM, José Agripino (RN) encaminha o partido para o palanque de Aécio Neves (MG), presidenciável tucano.
– Ricardo Ferraço, da bancada do PMDB no Senado, anuncia candidatura ao governo do Espírito Santo. O chefe do Executivo estadual, Renato Casagrande (PSB), tenta a reeleição.
–  Para refletir: “O que se move não sai na foto” (Michelle Bachelet, política chilena).

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