Servidores da Cosern fazem nova paralisação e ameaçam greve

Os funcionários da Cosern pedem um reajuste de 11% no piso salarial

Enquanto negociações acontecem, servidores realizam mais um ato de advertência. Foto: Divulgação
Enquanto negociações acontecem, servidores realizam mais um ato de advertência. Foto: Divulgação

Hoje o dia foi de bingo e feijoada para diversos servidores da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern). A descontração longe das salas de trabalho representa não uma falta de compromisso dos funcionários, mas um passatempo diante da paralisação. Durante todo dia de hoje, os servidores de carreira realizaram mais um ato público de advertência para cobrar melhoria salarial. Caso as negociações com a diretoria da Cosern não alcancem os interesses da categoria, na próxima semana poderá ser estabelecido um quadro de greve.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética do RN (Sintern), Paulo Álvares Barateiro, informou que essa é a terceira paralisação dos funcionários. “Havíamos realizado outras duas paralisações de advertência, tentamos negociar com os diretores, mas não chegamos a um consenso. Hoje as companhias do RN, BA e CE estão paralisadas, enquanto os líderes sindicais estão em reunião com a diretoria da Neoenergia no Rio de Janeiro. Essa reunião é fundamental para ganharmos força”, disse Barateiro.

Segundo conta o secretário-geral do Sintern, Ari Azevedo, as condições financeiras dos servidores não estão de acordo com a demanda do trabalho. “Para se ter uma ideia, nós estamos com uma realidade salarial condizente ao ano de 1997, quando a Companhia trabalhava com uma estrutura para atender 600 mil consumidores. Hoje a empresa já passou de 1 milhão de consumidores e nós não avançamos com ela”, afirmou. “É fundamental que a empresa nos garanta um ganho real dos lucros”.

Os funcionários da Cosern pedem um reajuste de 11% no piso salarial, além de um aumento significativo no vale-refeição e plano de saúde. Entretanto, eles argumentam que a proposta da direção da companhia não atende às expectativas da categoria e que a negociação neste ano está sendo uma das mais complicadas. Como o impasse persiste, a intenção do sindicato é continuar com as mobilizações até que a proposta da Cosern melhore.

“Se eles não atenderem a proposta dos trabalhadores, certamente entraremos em greve radical. Cumpriremos apenas o 30% de pessoas trabalhando, conforme determina a lei. Mas não deixaremos nossos direitos ficarem para trás”, destacou Paulo Barateiro.

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