Servidores da Saúde decidem se suspendem greve durante a Copa

Depois da assembleia de hoje, os servidores pretendem realizar a passeata da mordaça, junto com outras categorias

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Proibidos de fazer greve e interditar as ruas e avenidas da cidade durante o período da Copa do Mundo no Brasil, após determinação judicial, os servidores da saúde de Natal devem suspender a paralisação em acordo com a determinação judicial proferida ontem pelo juiz Undário de Andrade. Eles, que desarmaram o acampamento montado em frente ao prédio da Prefeitura Municipal ontem, apresentaram uma nova contraproposta ao secretário municipal de Saúde, Cipriano Maia, na última quarta-feira e aguardam uma resposta positiva para os trabalhadores.

Segundo a diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), Célia Dantas, a categoria será informada sobre a decisão, que determinou a volta ao trabalho de 100% dos servidores municipais que estavam com as atividades paralisadas há quase dois meses. A multa, em caso de desobediência, é de R$ 20 mil ao dia para a entidade e R$ 2 mil ao presidente do sindicato. Além disso, eles também pretendem discutir a contraproposta enviada ao secretário de Saúde.

“Vamos discutir a decisão judicial, no entanto, a greve começou muito antes da Copa e as negociações esbarraram nos ‘limites orçamentários’ da Prefeitura. Mas não há limites orçamentários para a Copa do Mundo e gasta R$ 6 milhões na Fanfest, enquanto falta até água nas unidades de saúde de Natal. Os governos tentam reprimir e proibir as greves e manifestações para ocultar a escolha que fizeram, em gastar milhões com a Copa do Mundo”, disse.

Célia explicou que, depois da assembleia de hoje, os servidores pretendem realizar a passeata da mordaça, junto com outras categorias de trabalhadores solidários com a greve dos servidores em greve. Ela disse ainda que o Sindsaúde aguarda uma posição da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com relação à contraproposta apresentada na última quarta-feira ao secretário Cipriano Maia.

“Pedimos que a mudança de nível referente ao ano de 2012 seja feita até o final deste ano sem a avaliação dos servidores e o reajuste das gratificações, que a Prefeitura quer dar 10% para a maioria dos servidores, mas deixando as de nível superior para depois, o que não aceitamos. Entregamos a contraproposta para que o governo sente e negocie com os servidores, porque não queremos manter greve, mas sim chegar a um entendimento”, afirmou Célia Dantas.

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