Servidores da saúde em greve encontram unidade de saúde alagada

Paralelo a isso, Prefeitura adia negociação e faz pouco caso dos servidores

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Na manhã desta terça-feira (10), os servidores da saúde de Parnamirim, em greve há 22 dias, fizeram uma visita à Unidade de Saúde de Nova Esperança, em Pirangi de Dentro, Parnamirim, e se depararam com uma situação desastrosa. O chão da unidade encontrava-se alagado, com infiltrações nas paredes, água escorrendo até mesmo pelas lâmpadas do local e pias e banheiros interditados. A visita ocorreu por volta das 7h e preocupou os servidores.

“O que vimos naquela unidade é um total desrespeito com os servidores que trabalham ali e principalmente com a população, que fica sem atendimento por causa de situações como aquela. O pior é saber que esse descaso é corriqueiro e que, na maioria das vezes, a falta de atendimento à população se dá por problemas como esse e não por conta das greves. Mesmo assim, a prefeitura se sente no direito de adiar negociações com os servidores”, afirmou Edgard Aurino, diretor do Sindsaúde-RN.

Também nesta terça, a Prefeitura de Parnamirim desmarcou uma reunião de negociação que teria com os servidores, às 10h. O governo alegou que precisaria dar prioridade a outra reunião, para tratar de assuntos administrativos. Para o Sindsaúde-RN, a atitude do governo evidencia desprestígio e desrespeito com a saúde pública do município e com a população.

Após a negativa do governo, os servidores se reuniram e promoveram um ato em frente ao Centro Administrativo de Parnamirim. Minutos depois, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Henrique Costa, veio até os trabalhadores e, no meio da rua, sob o sol, informou à categoria que uma reunião para tratar da greve seria pré-agendada para a próxima quinta-feira (12), às 10h, mas seria necessário que a categoria confirmasse se haveria mesmo a reunião no dia.

A categoria entregou uma cópia do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores para o chefe de gabinete e espera que as negociações possam avançar na quinta-feira. “Nós já não temos pressa como antes. Estamos dispostos a manter a greve pelo tempo que for! Pode durar 2 meses, 6 meses ou até mesmo um ano. Nós queremos respostas!”, enfatizou Edgard.

A principal reivindicação dos servidores é a criação do PCCS da categoria, que deveria ter sido feito no final do ano de 2012. Além disso, a categoria ainda denuncia uma crise na saúde pública do município, diante da falta de profissionais, de insumos básicos (inclusive para urgências e emergências) e de estrutura física adequada nas unidades de saúde. Os servidores também cobram Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para todos os profissionais, principalmente os auxiliares de serviços gerais (ASGs).

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