Servidores da Saúde garantem início de greve para próxima quarta-feira

A pauta dos servidores, entregue ao governo, tem 27 reivindicações, com destaque para o cumprimento do acordo de 2013, a redução do déficit de pessoal nos hospitais, reajuste de 12% no salário-base e o não fechamento de serviços e de oito hospitais do interior

Servidores se reuniram em frente ao Walfredo Gurgel. Foto:Divulgação
Servidores se reuniram em frente ao Walfredo Gurgel. Foto:Divulgação

Em assembleia na manhã desta sexta-feira,14, em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, os servidores da saúde do estado aprovaram a proposta de iniciar a greve na próxima quarta-feira, 19, com um ato público até a Governadoria.

A pauta dos servidores, entregue ao governo, tem 27 reivindicações, com destaque para o cumprimento do acordo de 2013, a redução do déficit de pessoal nos hospitais, reajuste de 12% no salário-base e o não fechamento de serviços e de oito hospitais do interior. “É uma greve em defesa da saúde pública e da sobrevivência dos servidores”, afirma Egídio Júnior, vice-coordenador do Sindsaúde-RN.

Seis meses depois do encerramento da greve de 2013, os servidores ainda aguardam a implantação da tabela corrigida do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). O Projeto de Lei está no Gabinete da governadora e não foi enviado para a Assembleia Legislativa. Como é um ano eleitoral, o governo tem poucas semanas para aprovar o projeto, a tempo de implantar a tabela neste ano.

Para a direção do Sindsaúde, o governo quebrou os compromissos assumidos em 2013. Além do não enviar o projeto, modificou os prazos para a implantação da nova tabela do Plano de Cargos, que só será implantada em março (nível elementar), junho (nível médio) e setembro (nível superior). O governo também deixou de pagar o valor retroativo do reajuste dos aposentados e abandonou todos os pontos acordados na comissão de revisão do plano, como a tabela de qualificação.

“O governo caminha para não implantar a tabela e não dar reajuste nos salários dos servidores da saúde. Além disso, aumentou a sobrecarga nos hospitais. A situação é insustentável. Só no Walfredo faltam 256 técnicos de enfermagem e o pessoal tem que dobrar plantões. Como vai atender alguém, trabalhando 24 horas direto?”, questiona Egídio Júnior.

 

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