Servidores da saúde mantém greve e fazem ato na Prefeitura‏ de Natal

Sindsaúde protesta contra ameaça de corte de ponto e cobra reivindicações específicas

Foto: Divulgação
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Na manhã desta segunda-feira (19), os servidores da saúde realizaram uma nova assembleia, para avaliar a negociação com a Prefeitura, realizada na semana passada. Os servidores decidiram manter a greve, iniciada no dia 15 de abril. Eles consideraram insuficiente a proposta de reajuste de 5,68%, diante de perdas salariais que superam 14%; cobram o atendimento de reivindicações específicas da saúde, como a garantia de segurança nas unidades, através de um plano próprio; e o reajuste do valor das gratificações, algumas congeladas há mais de 10 anos.

“O prefeito e o secretário Cipriano não estão atendendo as reivindicações da saúde. Não podemos trabalhar com medo e recebendo R$ 36 por plantão”, afirma Célia Dantas, do Sindsaúde. “Não pode ser que tenha dinheiro para os comissionados e para decorara a cidade e não tenha para a saúde”, completou.

Na sexta-feira (16), o prefeito Carlos Eduardo Alves anunciou o fim do abono, utilizado para complementar a remuneração de servidores cujo salário-base é inferior ao salário mínimo. A proposta contempla uma reivindicação dos servidores e dos sindicatos em greve. No entanto, menos de 20 servidores da saúde encontram-se nesta situação.

Ameaça de corte de ponto

Na assembleia, os servidores também protestaram contra a ameaça de corte de ponto, feita pelo prefeito Carlos Eduardo. Nesta segunda-feira, o Sindsaúde vai entrar com um mandado de segurança para impedir o desconto.

A greve da saúde foi considerada legal pelo desembargador Cláudio Santos, em resposta à ação civil originária 2014008251-7, ajuizada pelo Município de Natal. Na decisão, comunicada ao Sindsaúde no dia 13 de maio, o desembargador nega o pedido de ilegalidade da greve, determinando que o Sindsaúde mantenha 50% dos servidores de cada unidade trabalhando. A ação civil pedida pela Prefeitura de Natal também pedia que fosse determinado o desconto das faltas dos grevistas, o que foi negado pelo desembargador.

“A Prefeitura parece ignorar ou não se importar com a Lei. Três dias depois da decisão da Justiça, o prefeito vai à imprensa anunciar que irá cortar o ponto. Isso é assédio moral coletivo, para pressionar os servidores”, denuncia Célia Dantas.

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