Servidores da Saúde prometem panelaço contra corte nos salários de grevistas

Categoria quer restituição dos descontos, que chegam a até 30% da remuneração

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Inconformada com o corte do ponto e os descontos efetuados no salário dos servidores da Saúde de Natal que aderiram à última greve, a categoria prometeu realizar um panelaço pelas ruas da Cidade Alta na tarde desta terça-feira (01). Eles exigem a restituição dos valores descontados, que chegam a 30% da remuneração, revelaram que a Prefeitura não implantou os 5,86% da data-base e não enviou os projetos de lei acordados nas últimas rodadas de negociações e ameaçam retomar a paralisação caso isso não aconteça nos próximos dias.

“Estamos mostrando à sociedade como estão as nossas panelas, completamente vazias com o corte do nosso ponto. Temos servidores que perderam mais de 30% dos seus salários e estão passando dificuldades para alimentar suas famílias e pagarem as contas. Sem contar que os projetos de lei que deveriam ter sido encaminhados para a Câmara de Vereadores há dez dias ainda estão nos gabinetes”, explicou a diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Célia Dantas.

Ela afirmou que os cortes nos salários correspondem ao período entre os dias 23 e 31 de maio e que, apesar de variar conforme a remuneração de cada um, o percentual de desconto é de 30%, em média. A medida, que foi confirmada na última sexta-feira (27) pelo executivo municipal, pegou de surpresa a categoria, que classificou a ação como arbitrária porque a greve dos servidores não foi decretada ilegal pela justiça.

“No caso dos agentes comunitários de saúde, a maioria recebe R$ 1 mil e sofreu desconto de R$ 300, mas e quem recebe um salário mínimo, como é que vai fazer para sustentar sua família? O que queremos é que o prefeito volte atrás da medida e restitua os valores descontados no contracheque dos servidores afetados. Já não bastam os baixos salários, agora temos nossos pontos cortados por causa desse governo”, afirmou.

Data-base da categoria ainda não foi implantada

Segundo Célia Dantas, a categoria reivindica também a implantação dos 5,86% da Data-Base nos salários e o envio imediato dos projetos de lei que versam sobre o reajuste das gratificações, o plano de cargos e carreira e a licença-prêmio, que foram acordados há cerca de três semanas. Ela explicou que, apesar da promessa do prefeito Carlos Eduardo de enviar os projetos para a Câmara de Vereadores há mais de dez dias, isso ainda não foi feito.

“Quando os procuramos, no prazo estipulado, nos disseram que os projetos estavam sendo concluídos e que seriam enviados logo, mas até agora, nada disso aconteceu. Por isso, estudamos a possibilidade da greve retornar com força total nos próximos dias, caso a Prefeitura não efetive os avanços acordados durante as negociações”, afirmou.

No início de junho, os servidores montaram acampamento em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, onde ficaram até o dia 12 de junho, após serem obrigados a saírem do local por uma determinação judicial. A decisão proibia também a realização de atos públicos que resultassem em interdição das vias, sob pena de aplicação de multa.

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