Servidores da saúde terão paralisação contra medidas da Sesap nesta quarta

Categoria também fará uma assembleia com indicativo de greve na sexta (29)

Foto: Divulgação
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Nesta quarta-feira (27), os servidores estaduais da saúde farão uma paralisação de advertência em protesto contra as medidas de contenção de gastos do governo, anunciadas pela Sesap no início de agosto para tentar contornar a crise financeira da saúde pública.

A categoria fará um ato público às 9h, em frente ao Hospital Walfredo Gurgel (com concentração a partir das 6h30, na Unicat) e não descarta a possibilidade de uma greve, que pode ter indicativo aprovado em assembleia da próxima sexta-feira (29), às 9h, no Sindsaúde.

Entre as medidas da Sesap estão o aumento da jornada de trabalho dos servidores para 8 horas diárias, o corte dos plantões eventuais, a redução do atendimento e até mesmo o corte de alimentação de servidores e acompanhantes. Em assembleia do dia 21 de agosto, os servidores rejeitaram essas medidas, após entender que elas prejudicarão os servidores e comprometerão o atendimento à população.

A portaria que altera o expediente foi publicada na sexta-feira (22) e estabelece o aumento da jornada de trabalho dos servidores com 40 horas semanais, exceto para aqueles que trabalham na assistência ao paciente. Dessa forma, a jornada de 6h diárias, passará a ser de 8 horas diárias a partir de setembro, dividida em dois turnos de trabalho, com 1 ou 2 horas para descanso/almoço.

A medida muda completamente a jornada de 6h estabelecida há 8 anos na lei do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR) e pegou os servidores de surpresa, já que eles terão que que alterar suas rotinas devido ao novo horário. Muitos deles estudam ou possuem outros compromissos. Além disso, a nova jornada afeta o bolso dos trabalhadores, já que o governo não irá garantir auxílio alimentação ou auxílio transporte.

A população também será afetada, pois ficará sem atendimento durante os intervalos de almoço/descanso. Na Unicat, onde todos os servidores se enquadram na nova jornada, muitos usuários vêm do interior e já são obrigados a esperar longas horas por atendimento. Agora, a espera será maior.

Corte de eventuais e alimentação

A Sesap também irá cortar todos os plantões eventuais a partir de setembro, o que sacrificaria os servidores para enxugar as contas da secretaria. “Nós não podemos concordar que o governo tire os plantões eventuais e não chame os concursados para ocupar essas vagas, sobrecarregando o trabalho dos que ficam nos locais de trabalho”, defendeu Rosália Fernandes, diretora do Sindsaúde-RN.

A Sesap também pretende ampliar o corte na alimentação de servidores e acompanhantes. No Hospital Regional de São Paulo do Potengi, por exemplo, já houve corte até no almoço dos funcionários terceirizados. Lá, inclusive, a jornada de 8 horas já foi instituída.

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