Servidores encerram greve após sanção da lei que revisa PCCS

A lei aprovada na Assembleia Legislativa no último dia 03 garante o principal compromisso assumido na greve de 2013

Y6I78O7U45Y4Y

Após 24 dias, os servidores da saúde estadual decidiram em assembleia na tarde desta sexta-feira (11), pela suspensão da greve nos hospitais e unidades da saúde do estado. A decisão foi tomada após a sanção da governadora à lei que revisa o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), assinada na manhã desta última sexta-feira e o compromisso do governo sobre outros pontos da pauta deste ano.

“No ano passado, nós saímos da greve com um acordo, mas o governo descumpriu. Desta vez, a categoria decidiu só sair de greve com a lei assinada pela governadora”, afirmou Manoel Egídio Jr, vice-coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN).

A lei aprovada na Assembleia Legislativa no último dia 03 garante o principal compromisso assumido na greve de 2013, que é a tabela com a diferença de 3% entre os níveis, a ser implantada em abril (nível elementar), maio (nível médio) e junho (nível superior), com extensão aos aposentados. No entanto, deixa de lado cerca de dois servidores municipalizados.

Além da revisão dos salários, os servidores conseguiram o compromisso do governo em implantar a mudança de nível, atrasada desde 2012, e a revisão da portaria que regulamenta os plantões, permitindo um aumento na quantidade de trocas entre os funcionários e a redução dos descontos em caso de falta.

Segundo o Sindsaúde, há um aumento da quantidade de faltas e adoecimento da categoria, provocados pela sobrecarga de trabalho e pelo déficit de 2.950 servidores nos hospitais. “O TCE já permitiu a convocação de novos servidores nas vagas dos que se exoneraram. Esperamos que o governo convoque imediatamente os concursados para os hospitais, para que a categoria pare de adoecer”, afirma Egídio.

Os servidores retornaram ao trabalho na manhã deste sábado (12), na troca do plantão e já anunciaram novas mobilizações durante a Copa do Mundo contra os gastos nos jogos e a crise na saúde pública.

Compartilhar: