Servidores da saúde do RN discutirão crise financeira e medidas do governo

Governo adiou o pagamento do 13º salário dos servidores

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (21), às 9h, no auditório do Sindsaúde, os servidores estaduais da saúde terão assembleia para discutir as medidas de racionalização que a Sesap está adotando diante da redução dos repasses das verbas para a saúde pública.

No dia 8 de agosto, durante audiência pública na OAB, promovida pelo Fórum em Defesa da Saúde Pública, o secretário estadual de saúde, Luiz Roberto Fonseca, apresentou a situação financeira da Sesap, que teria deixado de receber R$ 59,5 milhões do governo no primeiro semestre, acumulando dívidas com fornecedores, municípios e cooperativas.

Na ocasião, o secretário anunciou algumas medidas, como a redução dos gastos com os hospitais regionais e o corte dos plantões eventuais. Ao mesmo tempo, o governo está ampliando a jornada de servidores de algumas unidades, como a Unicat e o Hospital João Machado. Além destas medidas, o governo também anunciou um novo adiamento da parcela do 13º salário.

“O governo vem reduzindo as verbas para a saúde e neste ano não aplicou ainda os 12% na Saúde que a lei determina. Agora, a Sesap quer se virar com o que tem, mas sacrificando os servidores e o atendimento”, afirma Manoel Egídio Jr, coordenador-geral em exercício do Sindsaúde.

O Sindsaúde é contrário ao uso de plantões eventuais, mecanismo adotado desde 2006 pelos governos, para amenizar o problema da falta de pessoal. Em maio de 2012, o valor gasto com plantões eventuais no mês teria sido suficiente para contratar 1.786 enfermeiros ou 3.916 técnicos de enfermagem, ambos com jornada de 30 horas. O governo sempre recorreu a este mecanismo, provocando ainda o adoecimento da categoria e uma falsa complementação salarial.

No entanto, o Sindsaúde aponta que o corte total dos plantões eventuais, de forma imediata, como está sendo proposto pela Sesap, irá gerar uma redução nas equipes de trabalho, ameaçando drasticamente o atendimento. “Hoje ainda temos 2 mil servidores a menos na saúde estadual, mesmo após as convocações feitas de maio a junho. As equipes já estão reduzidas, com profissionais sobrecarregados. Se cortar todos os plantões de uma hora pra outra, vamos ter servidores atendendo 20, 25 pacientes”, alerta Egídio.

Compartilhar: