Servidores do ITEP e da Polícia Civil fazem paralisação durante 48 horas‏

A partir das 8h desta quarta-feira (26), as categorias vão cruzar os braços

Foto:Divulgação
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Os servidores do Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP) e os policiais civis do Rio Grande do Norte decidiram paralisar suas atividades por 48 horas, nesta quarta-feira (26) e quinta-feira (27). A decisão, tomada em assembleia geral na noite desta terça-feira (25), é uma resposta à falta de compromisso do Governo do Estado para com o Estatuto do ITEP, a nomeação dos concursados da Polícia Civil, realização de novo curso de formação e demais itens que não foram cumpridos.

Desde o início de março, as categorias já haviam agendado a votação da paralisação para este dia 25, data que tinha sido dada pelo Governo Rosalba Ciarlini para envio do Estatuto do ITEP para a Assembleia Legislativa. Na manhã desta terça-feira, inclusive, a Diretoria do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública chegou a se reunir com o novo secretário de segurança, general Eliéser Girão Monteiro.

“Apesar disso, como já era previsto, nada nos foi apresentado. O Estatuto do ITEP, por mais absurdo que pareça, não se sabe nem onde está. Em relação a pauta da Polícia Civil, o general demonstrou ainda não ter conhecimento sobre o pleito dos policiais”, informou Djair Oliveira, presidente do SINPOL-RN.

Diante desse quadro, as categorias deliberaram pela paralisação de 48 horas, contando a partir das 8h desta quarta-feira. “Os servidores do ITEP e policiais civis vão se reunir na sede do SINPOL-RN, na Cidade Alta, e decidirão para onde seguir em mobilização. Ao longo de todo dia, serão realizadas ações para mostrar à sociedade e ao Governo Rosalba a indignação dessas categorias”, completa Djair Oliveira.

O presidente do SINPOL-RN afirma ainda: “convocamos todos os servidores e policiais a participar de mais essa luta em prol de melhoria para as duas instituições e, principalmente, para a sociedade potiguar, devido ao estado de caos na segurança pública e momento de guerra em que vive nosso Estado”.

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