Servidores promovem ato público e protestam contra descaso da prefeitura

Paralisação por tempo indeterminado foi iniciada na manhã de hoje com mobilização em frente à Segelm

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Indignados com a “falta de respeito e de compromisso da Prefeitura de Natal”, os servidores públicos da administração direta do município iniciaram greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (07). Na manhã de hoje, o Sindicato dos Servidores de Natal – Sinsenat realizou um ato público em frente à Secretaria Municipal de Administração e Gestão Pública (Segelm) de modo a pressionar o Executivo a cumprir com o direito dos servidores.

“Esse é o nosso primeiro piquete de mobilização da categoria. Estamos denunciando o descaso da Prefeitura e reivindicando o cumprimento dos nossos direitos. É inadmissível a proposta que a Prefeitura de Natal fez aos servidores. Merecemos mais reconhecimento”, destacou Adriana Patrício, membro da diretoria do Sinsenat.

O prefeito Carlos Eduardo e os secretários responsáveis pelas pastas da Administração, Gestão Estratégica, Planejamento, Saúde, Mobilidade, Segurança Pública e Defesa Social foram notificados oficialmente sobre a greve no dia 2 de março, após decisão pela paralisação dos servidores durante assembleia geral.

No ato de hoje, os profissionais chegaram a fazer barreira em frente à Secretaria Municipal de Administração e Gestão Estratégica (Segelm) para impedir o acesso de servidores ao prédio, como forma de protesto. A categoria cobra cumprimento das reivindicações a respeito da data-base, do Plano Geral, Plano da Saúde e Carreiras Específicas que foram engavetados. Dentre os direitos pleiteados, destaca-se o pagamento do quinquênio, 1/3 de Férias, adicional noturno, recomposição da Matriz Salarial, mudança de nível e a reposição salarial de 18,32%.

“A proposta do prefeito Carlos Eduardo é de reajuste salarial de 2%. Um aumento insignificativo, abaixo da inflação. Enquanto isso, eles enviaram à Câmara Municipal de Natal um projeto de reajuste dos cargos comissionados em até 166%. É um absurdo. Não podemos aceitar. Por isso iremos reforçar a importância dessa greve e unir forças em prol dos servidores, que sofrem do descaso público”, afirmou Adriana Patrício.

A reportagem d’O Jornal de Hoje questionou ao secretário Fábio Sarinho, da Segelm, sobre possíveis negociações com o Sinsenat para evitar o prolongamento da greve. Segundo ele, a Prefeitura apresentou uma pauta de negociação antes da deflagração da greve e não teve retorno. “Apresentamos a proposta de 5,78% de reajuste, sendo 2% para o mês de abril e o restante a ser aplicado em janeiro de 2015. Além disso, acrescentamos pontos como regularização dos quinquênios, mudança de nível, dentre outros assuntos, mas não tivemos retorno. A resposta que tivemos foi essa greve . A Prefeitura está aberta às negociações, embora nossa situação seja um pouco difícil”, afirmou Sarinho.

Sobre a tentativa do Sinsenat de impedir o funcionamento dos trabalhos na Secretaria de Administração na manhã de hoje, Fábio Sarinho ressalta que faltou bom senso. “Vivemos em uma democracia, onde o direito de quem quer trabalhar deve ser respeitado”, criticou.

Outras reivindicações pleiteadas pelo Sinsenat dizem respeito ao decreto sobre a implantação da Carreira dos Agentes de Mobilidade Urbana, que ainda não foi publicada no Diário Oficial do Município, bem como o projeto de Carreira dos Guardas Municipais, que não chegou a ser enviado à Câmara Municipal de Natal.

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