Servidores públicos de Natal mantêm greve e calendário de mobilizações

Categoria reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho

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Trabalhadores do poder público municipal, organizados através do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat), promoveram na manhã desta terça-feira (29) uma nova mobilização, por decorrência da falta de negociação da Prefeitura do Natal em apresentar propostas às reivindicações dos trabalhadores.

O ato se concentrou nas Secretarias Municipais de Educação (SME) e Saúde (SMS), onde o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias do Estado (Sindas) também promoveram uma mobilização.

No último dia 22, o Sinsenat esteve presente em uma reunião para debater o destino da greve, junto ao poder público municipal, porém o resultado do encontro foi a não apresentação de nenhuma oferta sobre as reivindicações por parte da Prefeitura do Natal. “O governo municipal não elaborou nenhuma proposta e chegou à mesa de negociação com a proposição de 2% para esse ano e 3,68% para janeiro de 2015. Isso é inaceitável. Não temos o que negociar, por que esse aumento seria embutido no reajusto do salário mínimo, ou seja, seria nada vezes nada” afirmou o vice-presidente do Sinsenat, José Roberto Linhares.

Ele diz ainda que espera, que com a volta de viagem do prefeito Carlos Eduardo, as negociações sejam retomadas e uma proposta adequada seja feita. “Com o prefeito chegando ontem a Natal, esperamos que o mesmo sente com sua equipe econômica e reveja as possibilidades. A partir de amanhã, estaremos com um ato público, a partir das 9h, em frente a Prefeitura, onde almejamos que o prefeito tenha sensibilidade e abra negociação novamente” disse.

Indagado sobre se haveria alguma previsão de fim da paralisação, o vice-presidente do Sinsenat afirmou que a ação depende de uma oferta justa, por parte da Prefeitura. “O que vai determinar o fim da greve ou não é a Prefeitura, basta apresentar um proposta digna para nível médio, superior e carreiras especificas, como os fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), pois não tivemos avanços. Acreditamos que, com essa última audiência, a equipe tenha levado ao prefeito a pauta do Sinsenat e assim, seja proposta uma reposição salarial” contou.

Com a movimentação planejada para logo mais, às 15h, na Câmara Municipal, foi suspensa a sessão que votaria a reforma administrativa, junto ao reajusto de 166% para servidores com cargo comissionado, sendo remarcada para esta próxima quarta-feira, (30).

O Sinsenat solicitou que apenas fosse apreciada a proposta de aumento de 166%, quando houver a votação do reajuste para os servidores públicos municipal. “A entidade não é contra o aumento, porque são trabalhadores, pais e mães de famílias. O que nós somos radicalmente contra é desse abismo que existe para um grupo de funcionários temporários e servidores de carreira. Temos que preencher esse hiato. É incabível uma proposta dessa” disse José Linhares.

Entre as principais reivindicações do sindicato estão o cumprimento da Data-base, melhores condições de serviço, reajuste salarial de 18,32%. Um novo ato está sendo planejado para ocorrer no dia 6 de maio, em frente à Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas).

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