Sesap definirá fluxo de atendimento a pacientes obesos

O resultado desta reunião será transformado em uma nota técnica que será encaminhada, até o dia 10 de março, ao Ministério da Saúde

“Estaremos focando nossas ações para prevenção e não somente nos pacientes mais agonizados. Trabalharemos para minimizar ou evitar o aparecimento da doença crônica no indivíduo", destaca a nutricionista Érika Melo. Foto:Divulgação
“Estaremos focando nossas ações para prevenção e não somente nos pacientes mais agonizados. Trabalharemos para minimizar ou evitar o aparecimento da doença crônica no indivíduo”, destaca a nutricionista Érika Melo. Foto:Divulgação

Considerando a necessidade de definir o fluxo de atendimento a pacientes com obesidade, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap), através da Coordenadoria das Redes de Doenças Crônicas, estará reunindo técnicos da Sesap e do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), nesta quinta-feira (27), às 9h, no 6º andar prédio central da Secretaria, para a elaboração de uma matriz diagnóstica sobre as linhas de cuidados ao paciente obeso no Rio Grande do Norte. Este trabalho visa organiza as ações de prevenção e tratamento do indivíduo com sobrepeso e obesidade dentro da linha de cuidado prioritária na Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, de forma a facilitar a identificação e o acesso dos usuários ao serviço e diminuir o crescente número de indicações de cirurgias bariátricas no RN. O resultado desta reunião será transformado em uma nota técnica que será encaminhada, até o dia 10 de março, ao Ministério da Saúde (MS).

De acordo com a nutricionista, Erika Melo, Coordenadora das Redes de Doenças Crônicas da Sesap, a proposta não se resumirá aos pacientes obesos, mas também estimulará as ações preventivas de uma maneira geral. “Estaremos focando nossas ações para prevenção e não somente nos pacientes mais agonizados. Trabalharemos para minimizar ou evitar o aparecimento da doença crônica no indivíduo. Vamos traçar o fluxo de atendimentos em todo o estado, desde atenção básica a alta complexidade, de forma a garantirmos um olhar diferenciado para cada nível de complexidade”, destacou.

Segundo o médico Igor Marreiros, especialista em cirurgias barriatricas, o trabalho que vem sendo desenvolvido integrado entre o HUOL e a Sesap visa levantar a real situação do RN na assistência aos pacientes obesos, mas, principalmente, conscientizar os gestores municipais de Saúde quanto a suas responsabilidades no acolhimento e regulação destes pacientes. “A obesidade é uma doença da sociedade que cresce em ritmo acelerado. A prevalência de sobrepeso e obesidade vem crescendo de forma preocupante e é um fator de risco para outras doenças. Desde 2005, o RN já realizou mais de 400 cirurgias bariátricas (redução de estômago) pelo SUS. É importante que as SMS municipais de Saúde, através do Programa Saúde da Família (PSF), possam monitorar estes pacientes e estimulá-los a uma prática de vida saudável, com atividades físicas constantes e alimentação balanceada”, disse.

Para elaboração do fluxo de atendimento aos pacientes obesos do RN, a Coordenadora das Redes de Doenças Crônicas, Erika Melo, explica que a Sesap utilizará como referência um modelo recomendado pelo Ministério da Saúde, que sofrerá os ajustes necessários para se adaptar a realidade local. Este modelo estabelece que o estado trace quais as unidades básicas poderiam servir de referência para o individuo obeso.

“O paciente obeso ao ser atendido nos postos de saúde acaba não sendo referenciado adequadamente como deveria. A proposta é que todas as unidades de assistência básica estejam preparadas para atender os pacientes obesos e referenciá-lo para atendimento especializado quando necessário. Essas unidades deverão acompanhar melhor os pacientes evitando o agravamento do problema.”, ressaltou.

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