Setor de bonés quer aproveitar evento esportivo para crescer
O Sebrae no Rio Grande do Norte deverá investir R$ 500 mil para estimular inovação tecnológica no setor boneleiro do Seridó, uma indústria que movimenta R$ 72 milhões por ano no Estado. O foco é a Copa de 2014.
A região Seridó reúne 80 bonelarias e é considerada o segundo maior polo produtor de bonés do País com uma produção média de mensal de 2,4 milhões de unidades.
Para aproveitar a realização do megaevento no Estado, os empresários do segmento estão se unindo para traçar ações de crescimento setorial. O primeiro encontro aconteceu lá mesmo em Caicó na última quarta-feira.
Com o tema “Entrando em Campo Com a Copa na Cabeça”, o evento contou com a presença de representantes do Sebrae no Rio Grande do Norte, do Sistema FIERN, IFRN, Sindicato das Indústrias de Bonés e Chapéus do Estado (Sindibonés-RN) e Associação Seridoense dos Fabricantes de Bonés (Asfab) e empresários do setor.
O diretor Técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, defende que o mundial de futebol será um momento propício para o fortalecimento do setor boneleiro no Seridó em função da demanda e pelas características do evento.
“É importante que o nosso boné seja competitivo. Estamos investindo R$ 500 mil para estimular os produtores a lançar produtos diferenciados e inovadores”..
Os recursos serão investidos basicamente em capacitação, uma área fundamental para o desenvolvimento desse tipo de indústria. “O Seridó vai vestir a cabeça dos brasileiros. É preciso que toda a classe boneleira abrace e vista camisa do boné para a Copa de 2014”, ratifica o presidente da Asfab, Adácio Medeiros Nogueira.
A ideia é tornar o boné seridoense reconhecido nacionalmente e mundialmente. “A categoria está se fortalecendo. Temos interesse que todo mundo cresça junto e, para isso, estamos nos capacitando”, diz o presidente do Sindibonés-RN, Jaedson Dantas.
Aumentar a competitividade das bonelarias é uma das metas do Sebrae até 2014, vinculando o boné do Seridó a produtos licenciados pela Federação Internacional de Futebol (FIFA).
“Vamos trabalhar em um boné especial para atender a essa demanda de mercado, além do trabalho junto às multinacionais patrocinadoras da Copa. Essas empresas poderão continuar comprando o boné seridoense mesmo após o evento. É importante que o segmento cresça antes, durante e depois do mundial”, alega o gerente do Escritório Regional do Sebrae no Seridó Ocidental, Pedro Medeiros.
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