Seu filho é um ‘picky eater’? Pediatra explica comportamento

Trata-se daquela criança que possui um comportamento seletivo

Se a criança disser que está satisfeita, os pais não devem forçá-la a comer mais. Foto: Shutterstock
Se a criança disser que está satisfeita, os pais não devem forçá-la a comer mais. Foto: Shutterstock

Não é difícil encontrar uma criança com problemas para se alimentar. Mas existe um tipo que vai além: o picky eater (em português, comedor exigente). Trata-se daquela criança que possui um comportamento seletivo, que manifesta a tríade: recusa alimentar, pouco apetite e desinteresse pelo alimento.

“A dieta do picky eater é restrita a cerca de 10 tipos de comida, sendo carboidratos, alimentos ricos em açúcar e os processados. Geralmente, há uma grande aversão a frutas, legumes e verduras”, explica a pediatra Alcinda Aranha Nigri, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Causas variadas
Geralmente, a criança desenvolve esse comportamento alimentar por motivos diferentes: desde a monotonia alimentar até problemas pontuais, como alergia, distúrbios intestinais e infecções. A fase, no entanto, pode ser transitória, que consiste do tempo necessário à adaptação aos novos alimentos ou até de tratamento clínico, dependendo do problema.

Conselhos para ajudar seu filho
Para que a criança se acostume com o sabor de novos alimentos é preciso paciência – e isso pode demorar. Ofereça, no mínimo, de oito a dez vezes a mesma comida, mas sem forçar. Deve-se, também, estabelecer um horário para as refeições. “Discipline onde, quando e o que ela deve comer e evite distrações nessa hora, como ligar a televisão”, ensina a pediatra.

Com relação à quantidade, quem decide é a criança. “Se ela disser que está satisfeita, os pais não devem forçá-la. Mas se pedir comida logo após a refeição, eles precisam ser firmes e fazê-la esperar até o horário da próxima”, orienta Nigri.

Conforme a criança vai se adaptando aos novos sabores, introduza outros alimentos, aos poucos. “O importante é conversar com a criança, mas não ceder às vontades dela, pois se fizer isso, ela nunca irá se habituar com os novos alimentos”, sentencia a médica.

 

Fonte: Terra

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