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Show em MacaÍba promete reunir o melhor do funk, sertanejo e Forró

Data: 02 março 2013 - Hora: 17:55 - Por: Dani Pacheco

Do sertanejo da dupla Jorge e Mateus para o funk de Naldo e para encerrar a noite não poderia faltar o forró da dupla Douglas Pegador e Kelly Silva do Forró Pegado. A festa que promete ser a mais concorrida deste sábado, dia 2, acontece a partir das 21h, no Parque São José em Macaíba.

O intuito dos organizadores é não deixar ninguém parado até o amanhecer. Afinal, quem não gosta das levadas mais animadas do sertanejo universitário, como “Pode Chorar”, “De Tanto Te Querer”, “Voa Beija Flor”, “Querendo Te Amar”, “Amo Noite E Dia”, entre outras, dos goianos Jorge & Mateus, hoje, considerados uma das principais duplas sertanejas do Brasil.

Como também é quase impossível que alguém ainda não tenha escutado nas rádios o verso “Whisky ou água de coco, para mim tanto faz…”. A canção “Amor de Chocolate” do cantor e compositor Naldo, garantiu a sua projeção nacional e hoje ele é considerado o Príncipe do Pop. Músicas como “Na Veia”, “Chantilly” e “Exagerado” também estão na boca do povo e fazem parte do roteiro da festa de hoje à noite.

Como não poderia faltar no Parque São José, o forró ganha o palco com um dos expoentes da nova geração deste ritmo: Forró Pegado. Há quase cinco anos o grupo vem se firmando a cada dia como uma das bandas mais solicitadas do nordeste. O Pegado acendeu no ano de 2008 com o sucesso “Alaíde”, mas ganhou projeção ainda maior ao ser intitulada como a banda dos Paredões e com o sucesso “É o Chefe”.

A dupla de vocalistas do Forró Pegado Douglas Pegador e Kelly Silva  concederam entrevista para O JORNAL DE HOJE. Confira!

O JORNAL DE HOJE – Dentre tantos estilos de Forró, como vocês definem o ritmo da banda?
Douglas Pegador: Hoje em dia, com essa diversidade tão grande que a música popular brasileira apresenta, onde muitos artistas misturam funk com samba, sertanejo com arrocha, enfim, é difícil criar uma definição exata sobre um ritmo. Quem vai aos nossos shows vê essa variedade toda também. O que nós sempre acreditamos, desde o início do Pegado, é que subimos no palco pra levar alegria, diversão e musicalidade através do forró. Se formos puxar lá atrás, nas raízes da nossa cultura, o termo forró em muitos lugares não significa um ritmo musical, mas sim uma festa, um momento onde as pessoas estão reunidas pra se divertirem e dançarem, sem hora pra terminar. Achamos que essa ideia, sim, nos define melhor. Mas o curioso é que muitas pessoas comentam sobre outras bandas de forró que surgem, pelo Brasil todo, e acabam falando assim “Ah, fui a um show de uma banda estilo Forró Pegado”. Isso pra nós é sensacional, afinal, nunca tivemos o propósito de sermos referência.

O JORNAL DE HOJE – O que vocês pretendem fazer para manter o sucesso da banda?
Douglas Pegador: Logo no começo da banda, há 5 anos, muitas pessoas chegavam pra nós dizendo: “O difícil não é chegar ao sucesso. Difícil é mantê-lo”. Bom, se eles estão certos ou não, o fato é que a caminhada é muito longa. O Pegado tem apenas 5 anos de estrada e apesar de, para alguns, parecer pouco tempo, o volume de coisas que já conquistamos é enorme, mas temos ciência de que este ainda é o começo. Acreditamos e confiamos muito nessa parceria que já dura há quase 3 anos entre a banda e a Fonttes Promoções (Recife). Mas, costumamos brincar que sucesso é Roberto Carlos que todo ano faz um especial na Rede Globo (risos). Mas brincadeiras à parte, nosso propósito é continuar seguindo por este caminho que traçamos desde o início, com muito  trabalho, procurando sempre atualizar nosso público com o que há de melhor, até porque já é característica da banda trazer uma novidade a cada show, e continuar fazendo amigos (costumamos dizer que os fãs do Pegado são mais que fãs, são amigos), existe uma interatividade muito bacana com eles, sobretudo através das redes sociais.

O JORNAL DE HOJE – Muitas músicas de forró são criticadas pelo conteúdo das letras. Qual o limite (se é que há) no que se canta?
Kelly Silva: O forró é muito visado e as críticas sobre o que se canta, o que se leva pro palco, enfim, também são frequentes. Mas no nosso caso, existe um trabalho pensado e produzido por profissionais comprometidos e que colocam a musicalidade sempre em primeiro lugar. Diariamente recebemos músicas de várias pessoas do Brasil todo, compositores, cantores e existe uma triagem de tudo isso, justamente para poder levar ao nosso público, músicas que se encaixem no perfil do grupo. Não fazemos apologia a nada, nem temos a intenção de denegrir a imagem de ninguém, pelo contrário, durante o show procuramos fazer sempre os alertas sobre beber e não dirigir, tratar a mulher com respeito e carinho, por exemplo. Mas essas críticas que se faz das letras de músicas não é só no forró, o funk já foi muito discriminado por isso, o pagode também, não há como fugir das críticas, mas o que vale é saber que estamos fazendo um trabalho com seriedade e agradando os forrozeiros,o que é mais gratificante.

O JORNAL DE HOJE – Qual a opinião de vocês sobre letras que denigrem a imagem da mulher e/ou do homem?
Douglas Pegador: Na verdade o que denigre a imagem de alguém, sejam homens ou mulheres, não são as letras das músicas, mas sim as atitudes que cada pessoa decide adotar. Isso envolve questões mais complexas, como o tipo de educação que cada um recebeu. Por exemplo, um homem não desrespeita uma mulher porque ele ouviu uma música onde a letra sugeria tal atitude. Se ele age assim é porque não tem caráter e o caráter é formado na infância, dentro de casa e na escola. É claro que é desagradável ouvir uma música cujo refrão possui palavras de baixo calão, e podemos assegurar que essas não fazem parte do nosso repertório. Nossa intenção é levar alegria, diversão, animar a galera.

O JORNAL DE HOJE – Atualmente o mercado de forró está mais competitivo com novas bandas e cantores. Como vocês vêem este momento no Nordeste?
Kelly Silva: E esperamos que surjam mais e mais artistas cantando o ritmo que define nosso Nordeste, o forró. É inegável a contribuição que o forró traz à região Nordeste, em qualquer lugar do Brasil, inevitavelmente, as pessoas vão falar daqui e mencionar praia, comida e forró. Isso já é nosso patrimônio, porém até pouco tempo atrás o forró só circulava entre os nove estados, hoje ele tem a oportunidade de chegar a lugares como São Paulo, Rio de Janeiro, onde, inclusive, estivemos no final de fevereiro. Vemos também o forró com maior frequência em programas de TV em rede nacional, fazendo parte das trilhas de novelas ou seja, o forró cresce a cada dia, podemos dizer que o Nordeste está em alta e o forró acompanha este bom momento.

O JORNAL DE HOJE – Sobre o show em Macaiba. Vocês estão trazendo alguma novidade para seus fãs? Como será o repertório?
Douglas Pegador: Estamos muito, mas muito felizes mesmo em fazer parte deste evento que simplesmente vai parar o Rio Grande do Norte. Somos fãs de Jorge & Mateus e do fenômeno Mc Naldo, e ficamos imensamente agradecidos por saber que o público de Macaíba, Natal, Parnamirim, enfim, toda essa região, pedia há tempos a volta do Pegado, então decidimos formatar um show especial para esta festa. O público potiguar pode esperar um Pegado ainda mais swingado e com os sucessos mais estourados dos paredões. Vai começar mais ou menos assim: “Patrocina a ousadia e as novinhas se derretem. É o Chefe, é o chefe!!” (risos). Vamos levar uma comitiva da Paraíba pra esse show, além das equipes, dos fã clubes, enfim, vai ser ‘O show’ e está todo mundo convidado!

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