Sinais do fim do mundo

Minha mãe dizia sempre “sonho é variedade”, num empirismo inconsciente suficientemente forte para desestimular quem arriscava no Jogo do Bicho…

Minha mãe dizia sempre “sonho é variedade”, num empirismo inconsciente suficientemente forte para desestimular quem arriscava no Jogo do Bicho a partir das imagens que apareciam durante o sono do cristão. Quem precisa de Freud e Jung?

Na última década, pessoas e mais pessoas andam sonhando com tsunami, terremoto e outras intempéries, e segundo as narrativas são imagens tão reais que se assemelham aos efeitos especiais dos chamados filmes-catástrofes, produzidos às pencas hoje em dia.

Já conversei com esotéricos e com psicólogos sobre o ensaio de histeria que tem se apresentado nas trocas de mensagens nas redes sociais por quem anda sonhando tais coisas. Entre amigos mais chegados, contei bem uma dúzia que sonha semanalmente.

Seguida por 7 milhões de internautas, a apresentadora de TV Sabrina Sato já trocou impressões sobre tais sonhos com alguns dos seguidores. Nos EUA, o ator Ashton Kutcher, seguido por 15 milhões, já fez a mesma coisa com as suas fãs virtuais.

Os esotéricos, muito mais sugestionáveis do que a minha hiper católica mãezinha, acreditam que os sonhos com tsunamis são avisos espirituais ou, na mais pouca fé, sinais extra sensoriais emitidos por vidas superiores que habitam o vasto mundo.

Os estudiosos da mente humana acham que pode ser um fato ligado aos estímulos externos da vida moderna, ou uma exposição desmedida que nós temos diante das tragédias naturais diárias, na mídia, e das hecatombes disseminadas em séries e filmes.

Longe dos sonhos das pessoas, ecologistas e cientistas discutem como nunca os reais riscos de alterações climáticas que possam lançar o planeta num acidente natural com capacidade de extermínio da raça humana. Os primeiros são especialistas no exagero.

Seguidores fiéis das teses do Green Peace e outras entidades similares, além de agora apadrinhados politicamente pelo americano Al Gore, os arautos do apocalipse já nem vêm diferença entre as catástrofes cinematográficas e o que realmente poderá ocorrer.

Na contramão deles todos e inclusive de muitos colegas que alertam sobre a ameaça do aquecimento global, os cientistas russos Rauf Galiulin e Vladimir Bashkin apontam o oposto e afirmam que a partir de 2014 se inicia um novo período glacial na Terra.

Os recentes fenômenos climáticos que inundam o noticiário, como o tufão nas Filipinas, o ciclone na Itália, as nevascas nos EUA, os incêndios florestais na Austrália, as enchentes no Brasil, provocam mais teorias do fim do mundo aqui e alhures.

Semana passada, a Academia Nacional das Ciências, dos EUA, publicou relatório sobre os efeitos das alterações climáticas nos próximos anos, e segundo o documento há incertezas quanto aos efeitos catastróficos, desde que a sociedade saiba adaptar-se.

Se por um lado os ambientalistas alardeiam sobre o impacto suicida da humanidade no trato com o planeta, por outro a dupla de estudiosos da Rússia garante que não existe a menor chance da nossa pequenez biológica exercer influência nas mudanças climáticas.

E entre teses, alarmes e sonhos, a fantasia e a ficção vão estimulando os supostos sinais do fim do mundo, como nos diversos filmes e séries de TV que abordam os prejuízos materiais e as perdas de vidas pela força aterradora da natureza em desalinho.

Algumas dessas obras são de um mesmo diretor, Roland Emmerich, que faz parte daquele grupo de pessoas que sonham com intempéries: O Dia Depois de Amanhã, de 2004, e 2012, rodado em 2009. Ambos mostrando os efeitos letais dos cataclismos.

É de 1995 o filme Waterworld – O Segredo das Águas, dirigido por Kevin Reynolds e estrelado por Kevin Costner, abordando o degelo nas calotas polares. Anos antes, em 1989, Spike Lee tratou do aquecimento e seus efeitos na comédia Faça a Coisa Certa.

Partindo do pressuposto que nós todos temos responsabilidade com o planeta, a cineasta Franny Armstrong misturou as linguagens de cinema, documentário e animação para fazer em 2009 A Era da Estupidez, o nosso tempo agora observado pela geração 2055.

O velho e sempre sábio Clint Eastwood dirigiu também em 2009 o instigante Além da Vida, explorando as angústias e a espiritualidade das vítimas atingidas pelo terremoto de 2004 e que gerou o tsunami que devastou vidas à margem do Oceano Índico.

O diretor espanhol Juan Antonio Bayona (conhecido no Brasil pelo filme O Orfanato) usou também a tragédia de 2004 em O Impossível, lançado no ano passado, para narrar o despero de uma família durante o inferno molhado das ondas gigantes.

Em breve os telespectadores brasileiros deverão ter acesso à minissérie de quatro filmes Category 7 : The end of the World, produzida em 2005 pelo canal americano CBS, que também aborda o apocalipse. Mas, assim como os sonhos, cinema é variedade. (AM)

 

Voltar pra quê ?
Correligionários e torcedores de Rosalba Ciarlini ainda comemoravam a canetada da juiza Laurita Vaz, devolvendo o governo, quando o Ibope publicou a pesquisa apontando a administração da rosa como a pior do Brasil. Calou até o blog fabiano.

Semelhantes
Nada como constatar em pesquisa que a tese da similitude entre extremos tem fundamento científico. Nas pontas do tabuleiro político, PT e DEM são o sujo e o mal lavado com os dois piores governos do Brasil : Agnelo Queiroz (DF) e Rosalba (RN).

Vaias
Não faltava mais nada para completar o inferno político da governadora Rosalba. Ontem, em plena procissão de Santa Luzia, em Mossoró, sua claque foi totalmente abafada pelas vaias dos populares. Blogueiros oestanos dizem que não é a primeira vez.

Um rival
Com a inelegibilidade de Rosalba, as oposições terão um probleminha em 2014 : reorganizar o discurso de campanha, já que não haverá o adversário ideal. E se o PMDB costurar a grande aliança, quem irá combater com a tese de um novo acordão?

Bíblia grátis
Enquanto o PT espalha militantes cubanos pelo país com “Mais Médico”, o cristianismo decidiu lançar uma espécie de “Mais Deus”, começando amanhã a distribuição de bíblias no país. Até 2050, 60 milhões de exemplares do livro serão distribuídos.

Eventos
O espaço para eventos da Arena das Dunas, sem acesso ao gramado e arquibancadas, está com sua pauta lotada para os dias posteriores à inauguração. O novo estádio deverá tornar-se um grande concorrente do Centro de Convenções e do Teatro Riachuelo.

The Voice
O programa global, infelizmente, não é cópia fiel do original americano, onde a votação segue até o final no voto exclusivo dos técnicos. O voto popular, leigo e embasado em estímulos outros, não promove o julgamento correto na qualidade da voz do candidato.

Barbaridade
A atriz Bárbara Paz é a pauta saborosa da nova edição da revista Trip em ensaio com pouca roupa para as lentes do fotógrafo Bob Wolfenson e com um texto do escritor Marcelo Rubens Paiva, amigo pessoal da grande revelação do SBT e hoje na Globo.

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