Sindipostos lança campanha de esclarecimento sobre composição de preço

Dos cerca de 600 postos de combustíveis existentes no Rio Grande do Norte, cerca de 150 aderiram à campanha

Para a campanha foram desenvolvidas peças publicitárias. Foto: Divulgação
Para a campanha foram desenvolvidas peças publicitárias. Foto: Divulgação

O Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN) lançou neste sábado (15), em todo o Estado, uma campanha com foco educativo para esclarecer a população sobre a composição do preço de combustíveis.

Para a campanha foram desenvolvidas peças publicitárias como banners, spots, folders, que mostram em detalhes como é composto o preço final do litro da gasolina, do etanol e do diesel.

De acordo com o Sindipostos, as informações que estão sendo repassadas são baseadas em dados da Agência Nacional de Petróleo, e no caso da gasolina, 34% fica com a refinaria, 15% é a mistura de etanol, 7% são de impostos federais, 27% de impostos estaduais, 2% é o frete e 15% é o que fica com os postos e com a distribuição do produto. O sindicato também produziu uma cartilha, que explica todos os impostos que incidem sobre o preço do combustível, que são o ICMS, COFINS, CIDE e PIS.

Segundo Antônio Sales, presidente do Sindipostos-RN, a iniciativa surgiu em outubro do ano passado e foi amadurecida junto à diretoria, devido aos bons resultados conseguidos em outras capitais do país. “Começamos a desenvolver o trabalho, lançamos há quinze dias junto aos nossos associados e hoje é o lançamento oficial, para a população. Queremos mostrar que estamos do lado do consumidor e que realmente o valor do custo não depende do posto, que fica com a menor parte. 15% do que resta para nós ainda é dividido com a distribuidora. Quem entende de economia, sabe que para o varejo sobreviver precisa de 20% de margem de lucro e hoje trabalhamos entre 11% e 13%. Infelizmente muitas abordagens sobre o nosso segmento são equivocadas e não temos nenhum intuito de esconder o nosso negócio. O varejo é um dos órgãos mais regulados que existe, somos fiscalizados por 12 órgãos e prezamos por uma relação transparente com o nosso consumidor “, disse.

Ainda segundo o dirigente, dos cerca de 600 postos de combustíveis existentes no Rio Grande do Norte, cerca de 150 aderiram à campanha. “Os postos é que têm que nos procurar e fazer a adesão. Ao longo da semana, vai ser confirmada que a receptividade da proposta está sendo muito boa, e acredito que vai haver mais adesões. Estamos recendo muito apoio dos clientes e todos são unânimes em dizer que a ideia já era para ter sido lançada há mais tempo. Gostaríamos de ter lançado a campanha antes, mas só agora podemos nos organizar e também contamos com contribuições sindicais no final de ano”, frisou.

Os postos que aderiram receberam banners de identificação da campanha e panfletos, que serão distribuídos pelos próprios frentistas.

O motorista João Maria de Sousa achou a iniciativa válida, mas ainda questiona o porquê de preços finais tão altos para o consumidor final. “Gosto da ideia da gente saber como se dá o preço que chega às bombas de combustíveis, mas continua sobrando para a gente e quem paga a maior fatia é sempre o consumidor. Sem falar que quando aumenta o combustível, aumenta tudo”, disse.

Já Roberto Cavalcanti também aprovou a campanha, mas lamentou a disparidade entre os preços de combustíveis cobrados em Natal e outras capitais vizinhas. “A média aqui do litro da gasolina é de RS 2,99, mas em Recife e João Pessoa é muito menor. Vejo isso todos os dias, pois sou guia turístico e faço passeios de buggy. Os turistas também reclamam muito, e acham que estão pagando caro e temos que tratá-lo os muito bem, afinal, ele trazem divisas para o nosso estado”.

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