Sistema elétrico terá economia de R$ 5 bilhões com energia em 2015

Segundo secretário de Minas e Energia, tendência é que energia mais barata neutralize impacto do repasse às tarifas

País vive um momento ruim, mas tem suficiente capacidade instalada de geração de energia. Foto:Divulgação
País vive um momento ruim, mas tem suficiente capacidade instalada de geração de energia. Foto:Divulgação

Os cerca de 5 mil megawatts (MW) médios de usinas com concessões vencidas a partir do ano que vem vão gerar uma economia anual de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para o sistema elétrico, disse nesta quarta-feira (19) o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Usinas geradoras de energia que não aderiram em 2012 ao plano do governo de renovação antecipada e condicionada de suas concessões passarão, após o vencimento dos contratos, a vender eletricidade em cotas para as distribuidoras a preços reduzidos. Os valores serão suficientes apenas para remunerar sua operação e manutenção.

Segundo Zimmermann, a tendência é que essa energia mais barata ajude a neutralizar o impacto, em 2015, do repasse de R$ 8 bilhões às tarifas de eletricidade.

Esses recursos serão buscados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no mercado financeiro para cobrir os gastos deste ano das distribuidoras com a compra de energia mais cara no mercado de curto prazo, conforme plano anunciado pelo governo no final da semana passada.

Em entrevista a jornalistas após a audiência, Zimmermann disse que saem neste semana as diretrizes do leilão de energia existente A-0 marcado para abril, no qual serão negociados contratos para entrega a partir de maio.

Esse leilão tem como objetivo cobrir a descontratação de cerca de cerca de 3,3 mil megawatts médios das distribuidoras, que as obriga a comprar energia mais cara no mercado de curto prazo.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisa que o Ministério anuncie quais são as diretrizes para preparar a minuta do edital e dar início ao processo de licitação. As diretrizes devem definir, por exemplo, o prazo dos contratos.

O governo tem sinalizado que dará um prazo maior, de cinco a oito anos, aos contratos, para tornar o leilão mais atrativo para os geradores, mas nenhuma decisão foi anunciada ainda.

Zimmermann disse ainda que neste primeiro semestre o governo deverá realizar um leilão de energia de reserva voltado para a energia solar. Segundo ele, o leilão com essa fonte de energia já está mais “maduro” mas, se o processo evoluir, é possível realizar também um leilão de energia de reserva com usinas que geram energia a partir do lixo.

Sinal amarelo

Zimmermann admitiu que a situação do abastecimento no setor elétrico está com “sinal amarelo” o que demandaria atenção ao andamento das chuvas e à recomposição dos reservatórios das hidrelétricas. Porém, ele voltou a dizer que o Brasil vive uma situação de “equilíbrio estrutural” entre a oferta e a demanda de energia elétrica.

“Quando estou num ano hidrológico bom, estou com sinal verde. Quando estou em um ano hidrológico não bom, o sinal é amarelo”, disse a ele a jornalistas.

“Com o sinal amarelo, estou acompanhando essa estação chuvosa e todo mundo sabe que tivemos um janeiro e fevereiro baixíssima afluência nos nossos reservatórios”, disse.

Segundo o secretário, o País vive um momento conjunturalmente ruim, mas tem suficiente capacidade instalada de geração de energia.

Fonte:IG

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