Site pornô que propõe sexo sem enfeite, como na vida real, chega ao Brasil

“Ninguém te obriga a fazer isso ou aquilo. Eles dizem: ‘Façam o que quiserem'", conta Kaylee, modelo da República Tcheca. É essa a proposta de um site recém chegado ao Brasil, que promete mostrar o sexo assistido na internet como algo semelhante ao que você faz em casa

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Mesmo com toda a evolução da indústria pornográfica durante os anos, a maior barreira das produtoras sempre foi transformar os vídeos de sexo em algo que se aproximasse o máximo possível da realidade. Até hoje, boa parte dos filmes trazem as velhas histórias com encanadores, entregadores de pizza e enfermeiras. O elenco também costuma ser parecido: homens bombados e mulheres com corpos exagerados. Querendo remar contra esses clichês, o X-Art, que acaba de lançar sua versão brasileira, promete mostrar o sexo assistido pela internet como algo semelhante (é o que eles propõem) ao que você faz com a sua namorada em casa.

Considerado um dos primeiros portais de vídeos de sexo a se adaptar exclusivamente para o público brasileiro, o X-Art tenta criar em suas produções uma aura onde tudo pareça mais bonito e natural. Para eles, não existe a palavra pornô, e sim o termo “beautiful erotica”, que por mais metido que possa parecer, é algo realmente diferente. Estivemos na Erótika Fair, em São Paulo, para conversar com Colette, fundadora do site, e também com algumas atrizes – entre elas a famosa Little Caprice – para saber o que elas têm de tão diferente.

O site surgiu em 2006, depois que Colette e seu marido, Brigham Field, que era fotógrafo de modelos tradicionais, tiveram a ideia de colocar as pessoas com quem eles já trabalhavam para ”fazer algo a mais”; na dúvida entre vídeos bonitos ou mais hardcore, pensaram: “Por que não misturamos os dois e fazemos um beautiful erotica?”. E assim foi criado o conceito do X-Art, que hoje hospeda mais de 500 vídeos, filmados no mundo tudo. O custo das produções pode chegar a 50 mil dólares, já que é comum eles viajarem para filmar em um lugar exótico ou contratar modelos de diferentes continentes.

- A CHEFE -

“As pessoas veem o pornô normal como algo errado e sujo”, afirma Colette. “No X-Art, há menos exposição e ainda sim é estimulante, além de bonito. Você não nos vê filmando em qualquer apartamento”, completa. A todo instante, a criadora do site ressalta a beleza de suas modelos. “Assim, o pornô é aceito como algo que homens e mulheres podem fazer juntos sem esconder, sem que pareça sujo. A maioria das pessoas presumem que o pornô normal é sujo. E não acho que eles pensem isso do X-Art”, reflete.

No desafio de atrair tanto homens como mulheres para o site, ela conta o segredo: “Os homens gostam mais dos vídeos em que as mulheres são bonitas. Elas gostam dos vídeos que parecem mais reais, com orgasmos reais. Dizemos para as modelos: faça seu melhor, sinta-se confortável e divirta-se”.

As “modelos” (outro termo que usam para evitar a palavra “atrizes”) também são um pouco diferentes do tradicional. Elas são gostosas, é claro, mas fogem do padrão siliconado dos filmes clássicos.

- BRASIL IL IL -

Do Brasil, Colette quer tudo. Clientes, modelos e locais para filmar. As mulheres, porém, são o maior desafio. “Modelos brasileiras são lindas, mas são difíceis de encontrar. O Brasil é como nos Estados Unidos: ou você é atriz pornô, ou não é. Na República Tcheca e em outros países isso é mais aceito”, ela explica; em outras palavras, enquanto lá elas podem ter mais de uma profissão, tornando os filmes mais “reais”, aqui as atrizes ainda mantêm uma aparência estereotipada.

“De alguma forma, somos a nova Playboy”, defende Colette. “Quando a revista saiu, a ousadia era que as garotas ficassem nuas. Hoje, qualquer um pode fazer qualquer coisa na internet, e as pessoas querem mais. Minha caixa de entrada tem pelo menos 10 emails de meninas querendo entrar para o X-Art todo dia.”

- AS MODELOS -

Com todo esse papo de que as meninas adoram trabalhar para o X-Art, resolvemos conversar com algumas delas sobre a diferença entre filmar para eles e para outras produtoras. O interessante é que a maioria faz filmes com seus namorados reais – tornando a coisa ainda mais íntima.

A tcheca Kaylee, uma das mais populares do site, filma apenas com o marido e nunca fez filmes com outros caras. Ela conta que o que os atraiu para o X-Art foi a liberdade no set de filmagens: “Ninguém te obriga a fazer isso ou aquilo, como ‘agora você vai ter um orgasmo’. Eles dizem: ‘Façam o que quiserem, e quando forem ter um orgasmo, apenas nos avisem.”

Mesmo as garotas que filmam com outros caras mostram desejo de serem “exclusivas de seus namorados”. Lisa, também da República Tcheca, já conseguiu convencer o parceiro a entrar para a indústria: “No mês que vem, devo começar a fazer filmes com ele. Começamos a conversar sobre isso há um ano e ele gostou da ideia”.

Falamos também com Little Caprice, a grande estrela do site. Ela também é tcheca (sim, o país do leste europeu é uma mina de ouro quando o assunto é esse). Caprice não estava lá muito confortável antes de fazer um show na Erótika Fair: “Não é problema para mim ter outras pessoas no set. O maior problema é subir em um palco e ter que fazer um show. Se eu estou no set, mesmo com todos podendo tirar fotos de mim, não vejo problemas. Mas subir em um palco é mais difícil.”

Caprice faz, em média, dois filmes por mês. Ela é uma das modelos exclusivas do X-Art, onde atualmente ela só faz filmes com seu namorado. “Não é sobre o dinheiro. Eu gosto das pessoas aqui. As outras produtoras te dão mais dinheiro, mas esgotam tudo das garotas. E aqui, além de estar confortável, eu posso confiar neles”, explica. “Eu também nunca gostei dessa coisa de ‘olá, prazer em conhecê-lo, agora vamos transar’”.

 

Fonte: Revista VIP

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