Sob o signo da incerteza – Walter Gomes

Iniciada ontem, a Copa do Mundo da Fifa termina dia 13 de julho. Não é certa a revisita da Seleção…

Iniciada ontem, a Copa do Mundo da Fifa termina dia 13 de julho. Não é certa a revisita da Seleção do Brasil ao Maracanã, mas a crônica internacional a aponta como uma das favoritas. Se lá chegar, como os nacionais esperam – e nela multidões apostam -, que não deixe tanto espaço aberto entre o meio do campo e a ansiosa defesa da equipe. Nessa quinta-feira, como é notório, o juiz Yuichi Nishimura, chamado hoje em manchete do Correio Braziliense ‘O anjo japonês’, ajudou em momento angustiante do jogo. O pênalti inexistente, embora não tenha sido definidor da vitória, colaborou para esmorecer os croatas e revigorar o ânimo dos brasileiros – atletas e torcida.

Bem, depois do torneio internacional de futebol, começa, de direito e de fato, a campanha eleitoral. Nela, dois momentos cruciais: o primeiro turno para a Presidência da República – 5 de outubro -, com a classificação de dois candidatos, e o segundo, 21 dias depois, quando ocorre a unção de um dos postulantes.

Enquanto os cidadãos assistem ao debate político, o país trava a batalha pela recuperação da economia. No primeiro trimestre, nada promissor foi o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto). Cresceu 0,2%, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O mercado, pragmático, faz projeções diminutas para o ato final do balanço econômico-financeiro em dezembro deste nervoso 2014.

Depois do futebol e da eleição, reabre-se o palco no qual a realidade é a protagonista do espetáculo. E aí, sim, vale, o saldo da conta bancária para pagar as contas, a Ceia do Natal, a festa da passagem de ano. E, para alguns, as férias de verão no litoral brasileiro ou nas estações de inverno internacionais.

A nova atração

Na tevê, a exposição do pensamento de candidatos.

Série de entrevistas começa hoje no programa Globonews Eleições, edição gravada há dois dias.

Às 23h, Renata Lo Prete e Aécio Neves (ambos na foto), concorrente do PSDB ao Palácio do Planalto, conversam sobre pauta plural e, portanto, com tendência ao dinamismo.

Mesmo horário do dia 27, será a vez de Eduardo Campos. Sob a bandeira do PSB, disputa a Presidência da República.

Convidada, a recandidata Dilma Rousseff (PT) deverá participar possivelmente em julho, mas a data não foi definida.

Lo Prete é jornalista que sabe perguntar. Cabe ao público eleitor julgar as respostas dos entrevistados.

– Ouvidas ontem, durante protestos de rua em São Paulo, duras palavras de ordem contra o tucano governador e a petista presidente da República. Um dos gritos: “Fora, Alckmin, e leve a Dilma com você.”

– Nelson Antonio de Souza troca a interinidade pela titularidade da presidência do Banco do Nordeste.

– Hoje, o presidenciável da social-democracia foi ao Solar dos Neves, em São João del-Rei. Lá, Aécio, neto de Doutor Tancredo, cumpriu o ritual do avô na véspera de acontecimentos ímpares. Maria Estela, filha de Juscelino Kubistchek e quadro tucano, acompanhou o candidato. Amanhã, em São Paulo, convenção nacional do PSDB.

– Levantamento sem registro oficial. No Agreste, Fátima Bezerra (PT) bate Wilma de Faria (PSB) na corrida ao Senado. Na capital e em Mossoró, a socialista ganha da petista.

– Incentive seu filho a ler. O exemplo é o melhor caminho. Leia, também.

– Estado-maior da campanha de Eduardo Campos à sucessão da senhora Rousseff. Marketing e pesquisa: Diego Brandy. Política: Carlos Siqueira, Márcio França, Maurício Rands e Pedro Valadares.

– Para refletir: “Mãe tem três letras. Também céu tem três letras. Nesses nomes benditos cabe o infinito” (Mário Quintana, jornalista e poeta brasileiro).

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