Sorteios de R$ 56 milhões reforçam “magnitude” da Copa do Mundo no Brasil

Gastos em eventos prévios à Copa superam de longe os dos últimos mundiais. Presidente da Fifa, Joseph Blatter, alegou que os valores exorbitantes justificam a grandiosidade do evento

Marin : “O Brasil poderia receber este evento em qualquer lugar, mas o mundo merece conhecer e foi muito bem recebido na Costa do Saiúpe ”. Foto:Divulgação
Marin : “O Brasil poderia receber este evento em qualquer lugar, mas o mundo merece conhecer e foi muito bem recebido na Costa do Saiúpe ”. Foto:Divulgação

O dinheiro jorrou por todo o Brasil por conta da realização da Copa do Mundo no país. Foram mais de R$ 8 bilhões em estádios e outros tantos (ainda que não suficientes) na reforma e construção da estrutura para receber o evento em 2014. O sorteio desta sexta-feira na Costa do Sauípe reforça a tendência. O Brasil já gastou muito para mostrar sua cara ao mundo.

Só nos sorteios foram gastos R$ 56,4 milhões – com o dos grupos na Bahia e o das eliminatórias da Copa, em 2011, que custou R$ 30 mi ao Rio. Em dezembro de 2009, no sorteio da Cidade do Cabo, na África do Sul, a Fifa anunciou que gastou US$ 6,1 milhões (cerca de R$ 14 milhões, em valores de hoje). Com dinheiro da Fifa, foram R$ 20 milhões na Bahia, além de R$ 6,4 mi bancados pelo governo estadual.

A Fifa escolheu a Costa do Sauípe por indicação do COL, o comitê local da Copa. A entidade tentou agradar o estado da Bahia, que não conseguiu a abertura nem a final do Mundial. Ney Campello, secretário estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Bahia, avaliou que os gastos para abrigar o sorteio serão revertidos em breve com a atração de turistas para o Estado. Foram gastos R$ 6,4 milhões com a adaptação da Costa do Sauípe para receber o evento. Foi construída uma “tenda tecnológica” de 9 mil metros quadrados para receber o sorteio.

José Maria Marin, presidente da CBF e do COL, comentou que o evento poderia ocorrer em qualquer cidade do país, como São Paulo (local do sorteio dos grupos da Copa das Confederações), mas que esta foi uma oportunidade de mostrar uma parte do Brasil que normalmente não aparece para os estrangeiros. “O Brasil poderia receber este evento em qualquer lugar, mas o mundo merece conhecer e foi muito bem recebido na Costa do Saiúpe (sic)”

Joseph Blatter defendeu os gastos exorbitantes com o sorteio alegando que um “evento da magnitude da Copa do Mundo merece um sorteio desta magnitude”. Discurso igual ao de Ricardo Trade, diretor-executivo do COL.

“Tenho certeza que vale (investir no sorteio), e falo isso embasado em números. Atualmente a gente recebe 5 milhões de turistas por ano, o que é pouquíssimo se você considerar que Nova York, como cidade, recebe o mesmo número de um país como o Brasil por ano, então que a gente melhore a nossa imagem, que possa mostrar nosso país como capaz de mostrar que não são só futebol e samba, que seja um país competente, vai mostrar o país como um todo”, comentou ao iG Esporte.

Fonte:IG

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