STJD julga amanhã os casos de Vasco, Portuguesa e Flamengo

O argumento dos cariocas é de que o jogo não tinha condições de ser retomado por causa da briga entre torcedores

O desembargador argumenta na decisão que entende a necessidade de que os torcedores sigam presos até o julgamento por risco de novos confrontos. Foto: Divulgação
O desembargador argumenta na decisão que entende a necessidade de que os torcedores sigam presos até o julgamento por risco de novos confrontos. Foto: Divulgação

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) divulgou o edital dos processos que serão julgados amanhã, a partir de 11h (de Brasília), em seu plenário, no Rio. Os casos em pauta serão os de Vasco, Portuguesa, Flamengo e Cruzeiro. O julgamento do Vasco diz respeito ao pedido de impugnação da partida contra o Atlético-PR, pela última rodada do Brasileirão, em Joinville. O argumento dos cariocas é de que o jogo não tinha condições de ser retomado por causa da briga entre torcedores na arquibancada e que o tempo de paralisação excedeu os 60 minutos previstos no regulamento.

Os casos de Portuguesa e Flamengo são referentes às escalações irregulares de Héverton e André Santos, respectivamente. Os dois clubes foram punidos com a perda de quatro pontos no último dia 8, em decisão que resultou na queda da Lusa para a Série B, no lugar do Fluminense.
Sobre os presos na briga entre as torcidas de Vasco e Atlético-PR, a Justiça de Santa Catarina negou o pedido de habeas corpus de 12 torcedores. A decisão foi publicada no último dia 24 de dezembro, pelo relator de plantão, o desembargador Guilherme Nunes Born, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Joinville.

O desembargador argumenta na decisão que entende a necessidade de que os torcedores sigam presos até o julgamento por risco de novos confrontos. “Em face dos acontecimentos, a decretação preventiva da prisão dos pacientes é medida que se impõe, mormente que não se vislumbra garantia alguma de que, ao participar de novo evento público de massa, não venham a praticar os mesmos crimes, dos quais estão sendo denunciados’, diz um trecho do processo.

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